A fotoantropometria como método de análise facial para estimativa de idade forense: revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v10i2.12469Palavras-chave:
Revisão Sistemática; Odontologia Legal; Grupos Etários; Face; Fotografia.Resumo
O crescimento exponencial de crimes na internet, como a pedofilia, demanda muitas vezes a estimativa da idade a partir das imagens faciais dos indivíduos envolvidos. O objetivo desse estudo foi avaliar a aplicabilidade do método da fotoantropometria para estimativa de idade com fins forenses por meio de uma revisão sistemática. Realizaram-se buscas nas bases PUBMED, SCOPUS, The Cochrane Library, Web of Science, LILACS, CAPES e SIGLE, utilizando MeSH e termos livres com base na estratégia PICO (P: população; I: intervenção; C: comparação; e O: desfecho). Incluíram-se estudos que avaliaram imagens de indivíduos por fotoantropometria para estimativa de idade forense. Procedeu-se extração dos dados e avaliação da qualidade metodológica (QUADAS-2). De 2809 artigos identificados, 37 foram selecionados inicialmente por abordar análise facial através de fotoantropometria. Após leitura na íntegra, identificou-se que 9 estudos que utilizaram o método para estimativa de idade. Com amostra proveniente de 9 nacionalidades diferentes, 5 artigos tiveram suas marcações fotoantropométricas realizadas manualmente, enquanto 4 foram automatizadas. Todos os estudos tiveram agrupamentos de idade próprios para determinação das mesmas, não havendo coincidências entre eles. O método da fotoantropometria foi considerado eficaz para estimativa de idade em 5 artigos, enquanto 4 reportam que mais estudos são necessários para minimizar erros. Somente 3 estudos apresentaram baixo risco de viés por utilizarem padrão de referência aplicável e confiável. A fotoantropometria apresenta aplicabilidade limitada na estimativa de idade forense, havendo evidência questionável acerca de seu uso, devido aos riscos de viés presentes nos estudos.
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