Tendência temporal de vínculos de trabalho para enfermeiros do sudeste brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v11i11.33944Palavras-chave:
Mercado de Trabalho; Enfermeiros; Desemprego; Trabalho; Emprego.Resumo
Avaliar a tendência temporal de vínculos de trabalho para os profissionais enfermeiros da região sudeste durante o período de 2003 a 2018. Trata-se de um estudo ecológico de tendência temporal utilizando dados obtidos através de uma base de dados pública, analisou-se a tendência da geração de vínculos dos enfermeiros durante o período de 2003 a 2018, utilizando-se as equações polinomiais através dos recursos do software estatístico R. Considerou-se tendência significativa quando o p-valor ≤ 0,05. A partir da construção da linha temporal, identificou-se a tendência estacionária na geração de vínculos para enfermeiros na região Sudeste com queda significativa de vínculos registrados no período. As tendências estacionárias observadas na região sudeste revelam uma possível estagnação dos postos de trabalho para enfermeiros. Este cenário pode influenciar na assistência de enfermagem segura e de qualidade uma vez que a redução da força de trabalho contratada pode gerar intensificação e sobrecarga dos que estão no mercado.
Referências
Almeida, I. F. B., Lima, M. A. O., Almeida, D. B., Freire, M. R. S., Morais, V. S., & Monteiro, R. C. (2020). COVID-19 no Estado da Bahia: análise espacial da ocorrência e óbitos no primeiro trimestre de pandemia. Research, Society and Development, 9(11), 1-17.
Antunes, J. L. F., & Cardoso, M. R. A. (2015). Uso da análise de séries temporais em estudos epidemiológicos. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 24(3), 565-576.
Brasil | Cidades e Estados | IBGE. (2018). IBGE | Portal do IBGE | IBGE. https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados.html.
Brasil. (1975). Decreto nº 76.900, 23 de dezembro de 1975. Dispõe sobre a criação do Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS). https://legislacao.presidencia.gov.br/atos/?tipo=DEC&numero=76900&ano=1975&ato=a4bITQE50MnRVT98b
Brasil. Ministério da Saúde. (2021). Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2021-2030. Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Análise de Situação de Saúde, 120.
Conceição, G. M. D. S., Saldiva, P. H. N., & Singer, J. D. M. (2001). Modelos MLG e MAG para análise da associação entre poluição atmosférica e marcadores de morbi-mortalidade: uma introdução baseada em dados da cidade de São Paulo. Revista Brasileira de Epidemiologia, 4, 206-219.
Dovlo, D. (2005). Wastage in the health workforce: some perspectives from African countries. Human Resources for Health, 3(1), 1-9.
Haddad, A. E., Morita, M. C., Pierantoni, C. R., Brenelli, S. L., Passarella, T., & Campos, F. E. (2010). Formação de profissionais de saúde no Brasil: uma análise no período de 1991 a 2008. Revista de Saúde Pública, 44, 383-393.
IBGE. (2018). Projeções da População | IBGE. IBGE | Portal do IBGE | IBGE. https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9109-projecao-da-populacao.html?=&t=downloads.
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. (2020). Boletim mercado de trabalho: conjuntura e análise nº68. Brasília: Autor. https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/mercadodetrabalho/200519_bmt_68_book.pdf.
Kletemberg, D. F., Padilha, M. I., Maliska, I. A., Villarinho, M. V., & Costa, R. (2019). The labor market in gerontological nursing in Brazil. Revista Brasileira de Enfermagem, 72(suppl 2), 97–103. doi:10.1590/0034-7167-2018-0178
Latorre, M. D. R. D. D. O., & Cardoso, M. R. A. (2001). Análise de séries temporais em epidemiologia: uma introdução sobre os aspectos metodológicos. Revista Brasileira de Epidemiologia, 4, 145-152.
Machado, M. H., De Oliveira, E., Lemos, W., De Lacerda, W. F., Filho, W. A., Wermelinger, M., Vieira, M., Dos Santos, M. R., Junior, P. B. d. S., Justino, E., & Barbosa, C. (2016). Mercado de trabalho da enfermagem: aspectos gerais. Enfermagem em Foco, 7(ESP), 35. https://doi.org/10.21675/2357-707x.2016.v7.nesp.691
Machado, M. H., Filho, W. A., Lacerda, W. F. d., Oliveira, E. d., Lemos, W., Wermelinger, M., Santos, M. R. d., Júnior, P. B.S., Justino, E., & Barbosa, C. (2016). Características gerais da enfermagem: o perfil sócio demográfico. Enfermagem em Foco, 7(ESP), 9. doi:10.21675/2357-707x.2016.v7.nesp.686
Oliveira, J. S. A., Pires, D. E. P. d., Alvarez, Â. M., Sena, R. R. d., Medeiros, S. M. d., & Andrade, S. R. d. (2018). Trends in the job market of nurses in the view of managers. Revista Brasileira de Enfermagem, 71(1), 148–155. doi:10.1590/0034-7167-2016-0103
Oliveira, J. S. A, & Pires, D. E. P. (2018). Tendências do mercado de trabalho para enfermeiros (as): cenário internacional e do Nordeste brasileiro. Belo Horizonte: Ramalhete.
Oliveira, B. L. C. A. d., Silva, A. M. d., & Lima, S. F. (2018). Carga semanal de trabalho para enfermeiros no Brasil: desafios ao exercício da profissão. Trabalho, Educação e Saúde, 16(3), 1221–1236. doi:10.1590/1981-7746-sol00159
ONU. (2015). Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Brasil. https://brasil.un.org/pt-br/91863-agenda-2030-para-o-desenvolvimento-sustentavel
Organização Pan-Americana da Saúde. (2015). PAHO/WHO | Pan American Health Organization. https://www.paho.org/pt/search/r?keys=politica+recursos+humanos+em+saude+960+Brasil
Soratto, J., Fernandes, S. C., Martins, C. F., Tomasi, C. D., Zanini, M. T. B., & Fertonani, H. P. (2018). Job satisfaction and dissatisfaction among family health strategy professionals in a small city of Southern Brazil. Revista CEFAC, 20, 69-78.
Who. (2013). Global Health Workforce Alliance. Human resources for health: critical for effective universal health average.
Who. (2022). Guideline on self-care interventions for health and well-being, 2022 revision.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Jonas Sâmi Albuquerque de Oliveira; Denise Elvira Pires de Pires ; Karina Cardoso Meira; Hallyson Leno Lucas da Silva; Jackson Antônio Bezerra da Silva Junior; Antônio Luís Siqueira da Silva

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.