Humanização hospitalar com enfoque assistência de Enfermagem ao recém-nascido prematuro em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: uma revisão bibliográfica narrativa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33448/rsd-v10i15.22686

Palavras-chave:

Terapia Intensiva; Enfermagem Neonatal; Humanização da assistência.

Resumo

As Unidades de Terapia Intensiva (UTI), são ambientes complexos, com aparato de equipamentos e matérias, destinados a manutenção do cuidado a pacientes em estado grave. As Unidade de Terapia Neonatal (UTIN), são espaços destinados a atender bebês prematuro, com baixo peso ao nascer ou mesmo que nasceram com algum problema de saúde. Apesar desse ambiente, ser cercado de uma alta demanda de serviços, acaba exigindo rapidez e fluidez dos seus trabalhadores, por consequência o próprio atendimento se torna mecanizado. O presente estudo tem como objetivo, refletir sobre a importância da humanização no processo de cuidados na UTIN e sua importância para a qualidade da assistência prestada ao recém-nascido. Trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo narrativa. Estudos evidenciam primordialmente o acolhimento humanístico como sendo um fator indispensável no meio hospitalar, e a inclusão da tríade familiar como abordagem no tratamento. Conclui-se que a humanização no cuidado se inicia como a escuta ativa tanto dos servidores em seus locais de trabalho como entre os profissionais e os pais dos pacientes, analisar os sinais, e expressões do paciente que possam auxiliar no melhor manuseio relacionado a higienização, mudança de decúbito, e assim, utilizar-se de métodos de conforto para criar um ambiente acolhedor ao recém-nascido e com a inclusão dos familiares sendo fundamental para a melhora no quadro clínico.

Biografia do Autor

Camila Ribeiro Reis, Universidade Ceuma

Graduanda em Enfermagem

Janayna Araújo Viana, Universidade Ceuma

Enfermeira. Graduada pela Faculdade do Bico do Papagaio - FABIC. Docente do Centro Universitário do Maranhão (UNICEUMA). Mestre pelo Programa Stricto Sensu em Ciências Ambientais e Saúde da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC - GO). Especialista em Docência do Ensino Superior (Lato Sensu) pela FABIC. Especialista em Enfermagem em Terapia Intensiva (Lato Sensu) pelo Instituto Nordeste de Educação Superior e Pós-Graduação - INESPO

Sâmia Marques Lopes, Universidade do Amazonas

Bacharel em Enfermagem pela Universidade da Amazônia – UMANA e Pós Graduação em Urgência e Emergência e UTI pela UNINTER

Wlly Samara Costa Neves Soares , Faculdade de Imperatriz

Graduada em Enfermagem - Faculdade de Imperatriz (FACIMP)

Cristina Limeira Leite, Universidade Ceuma

Enfermeira, doutoranda em enfermagem e Biociências, pelo Programa de pós Graduação PPGENFBIO - UNIRIO/UFRJ e Mestra em Ciências Ambientais e Saúde PUC/GO , docente nos cursos de enfermagem, psicologia e odontologia na Universidade Ceuma - Campus Imperatriz

Referências

Brasil. (2013). Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização (PNH): documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Ministério da Saúde.

Brasil. (2017). Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Atenção humanizada ao recém-nascido: Método Canguru: manual técnico / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. (3a ed.), Ministério da Saúde.

da Silva, N. L. C., Queiroz, T. C. N., & de Melo, M. D. C. B. (2015). Cuidando do Recém-nascido de Alto Risco. Folium Editorial. https://doi.org/10.5935/978-85-88361-95-9.2015b001

Estrela, C. (2018). Metodologia Científica: Ciência, Ensino, Pesquisa. Editora Artes Médicas.

Klein, V. C., Gaspardo, C. M., & Linhares, M. B. M. (2011). Dor, autorregulação e temperamento em recém-nascidos pré-termo de alto risco. Psicologia: Reflexão e Crítica, 24, 504-512. https://doi.org/10.1590/s0102-79722011000300011

Leite, P. I. A. G., da Gama Pereira, F., Demarchi, R. F., Hattori, T. Y., do Nascimento, V. F., & Terças-Trettel, A. C. P. (2020). Humanização da assistência de enfermagem em unidade de terapia intensiva neonatal. Revista de Enfermagem e Atenção à Saúde, 9(1). https://doi.org/10.18554/reas.v9i1.3649

Lins, R. N. P., Collet, N., Vaz, E. M. C., & Reichert, A. P. (2013). Percepção da equipe de enfermagem acerca da humanização do cuidado na UTI Neonatal. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, 17(3), 225-232. https://doi.org/10.4034/rbcs.2013.17.03.03

Lohmann, P. M. (2011). O ambiente de cuidado em UTI neonatal: a percepção dos pais e da equipe de saúde (Master's thesis). https://www.univates.br/bdu/handle/10737/213

Wisniewski, P. P. (2020). Síndrome de burnout no trabalho da enfermagem em unidade de terapia intensiva, centro cirúrgico e unidade de emergência: uma revisão integrativa da literatura. https://repositorio.unisc.br/jspui/handle/11624/3052

Pagnano, J. R. A. (2020). Gestão hospitalar humanizada: perspectiva dos profissionais de saúde em uma unidade de terapia intensiva neonatal (Doctoral dissertation).

Mantelli, G., Strapasson, M., Pierotto, A., Renosto, J., & Silva, J. (2017). Método canguru: percepções da equipe de enfermagem em terapia intensiva neonatal. Revista de Enfermagem da UFSM, 7(1), 51 - 60.https://doi.org/10.5902/2179769221182

Nascimento, L. do, Rosa, A. C. de O., Lopes, C. A., Urzedo, J., Pacheco, Z. M. L., & Salimena, A. M. de O. (2014). Percepção e atuação da equipe de enfermagem frente ao recém-nascido pré-termo desorganizado. Revista Baiana De Enfermagem‏, 27(1). https://doi.org/10.18471/rbe.v27i1.6896

Neves, F. A. M., & Corrêa, D. A. M. (2008). Dor em recém-nascidos: a percepção da equipe de saúde. Ciência, Cuidado e Saúde, 7(4), 461-467.https://doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v7i4.6626

Oliveira, B. R. G. D., Lopes, T. A., Viera, C. S., & Collet, N. (2006). O processo de trabalho da equipe de enfermagem na UTI Neonatal e o cuidar humanizado. Texto & Contexto - Enfermagem, 15(spe), 105–113. https://doi.org/10.1590/s0104-07072006000500012

Reichert, A. P. S., Lins, R. N. P., & Collet, N. (2009). Humanização do cuidado da UTI neonatal. Revista Eletrônica de Enfermagem, 9. https://doi.org/10.5216/ree.v9i1.7148

Reis, L. S. D., Silva, E. F. D., Waterkemper, R., Lorenzini, E., & Cecchetto, F. H. (2013). Percepção da equipe de enfermagem sobre humanização em unidade de tratamento intensivo neonatal e pediátrica. Revista Gaúcha de Enfermagem, 34, 118-124.

Rodarte, M. D. de. O., Fujinaga, C. I., Leite, A. M., Salla, C. M., Silva, C. G. d., & Scochi, C. G. S. (2019). Exposição e reatividade do prematuro ao ruído em incubadora. CoDAS, 31. https://doi.org/10.1590/2317-1782/20192017233

Rolim, K. M. C., & Cardoso, M. V. L. M. L. (2006). O discurso e a prática do cuidado ao recém-nascido de risco: refletindo sobre a atenção humanizada. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 14, 85–92. https://doi.org/10.1590/s0104-11692006000100012

Roseiro, C. P., & Paula, K. M. P. de. (2015). Concepções de humanização de profissionais em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal. Estudos de Psicologia

(Campinas), 32, 109–119.

Rother, E. T. (2007). Revisão sistemática X revisão narrativa. Rev.Acta Paulista de Enfermagem. 20(2), v-vi.

Santos, C. M. (2021). O trabalho do enfermeiro em Terapia Intensiva: um estudo etnográfico. https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/38215

Silva, G. S. C. (2019). Humanização dos cuidados em Pediatria: Atuação do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria (Doctoral dissertation).

Soares, L. G., Soares, L. G., das Neves Decesário, M., & Higarashi, I. H. (2019). Perception of families on reception in the neonatal context during an intervention process/Percepção das famílias sobre o acolhimento no contexto neonatal durante um processo de intervenção. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online, 11(1), 147-153.

Downloads

Publicado

23/11/2021

Como Citar

REIS, C. R. .; VIANA, J. A. .; LOPES, S. M. .; SOARES , W. S. C. N. .; LEITE, C. L. . Humanização hospitalar com enfoque assistência de Enfermagem ao recém-nascido prematuro em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: uma revisão bibliográfica narrativa. Research, Society and Development, [S. l.], v. 10, n. 15, p. e199101522686, 2021. DOI: 10.33448/rsd-v10i15.22686. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/22686. Acesso em: 4 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos de Revisão