A Biotecnologia na Reprodução de Equinos na Região de Londrina, Estado do Paraná, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i2.48134Palavras-chave:
Biotécnicas; Inseminação Artificial; Transferência de Embriões; Criação; Éguas.Resumo
A Biotecnologia Agropecuária, em um de seus diversos campos de atuação, busca o aperfeiçoamento de técnicas para o melhoramento genético de animais. Esse melhoramento é feito através da seleção e reprodução de animais com características genéticas de interesse, buscando o aumento da produtividade, diminuição do intervalo entre as gerações e aumento da resistência a fatores ambientais. Nos equinos, as técnicas de inseminação artificial e transferência de embriões têm sido as mais utilizadas, historicamente, por apresentarem bons resultados. Entretanto, algumas técnicas de reprodução possuem obstáculos que dificultam o avanço das pesquisas e, consequentemente, a sua difusão entre os criadores. Com o objetivo de conhecer a utilização de biotecnologia na reprodução de equinos na região de Londrina-PR, aplicamos a criadores, um questionário semiestruturado dividido em quatro seções. Constatamos que há uma correlação negativa entre a utilização de biotécnicas e a proporção de garanhões no plantel e que prevalecem a utilização da colheita de sêmen, inseminação artificial e transferência de embriões, uma vez que elas podem ser interligadas, têm vasta aplicação e geram bons resultados em equinos. Os criadores declararam investir, em média, R$ 46,5 mil por ano na execução dessas biotécnicas. Percebemos também que, apesar de existirem universidades que ofertam o curso de medicina veterinária, ainda há uma escassez de profissionais capacitados na região. Os resultados nos permitiram concluir que, em geral, a biotecnologia da reprodução está bem difundida entre os criadores de equinos da região de Londrina-PR, embora algumas técnicas de alto custo ainda não tenham sido utilizadas.
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