La mirada de la Terapia Ocupacional sobre el género musical brega entre los jóvenes Pernambucanos
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i2.50625Palabras clave:
Jóvenes, Género musical brega, Terapia ocupacional, Ocupación humana.Resumen
La música brega es un género presente en la cultura pernambucana y reconocido como Patrimonio Cultural Inmaterial de la ciudad de Recife. Representa identidad, expresión y resistencia de grupos populares históricamente marginados, configurándose como un símbolo de pertenencia y afirmación cultural. La música, como elemento cultural, atraviesa la vida cotidiana de las personas e influye directamente en sus ocupaciones, constituyéndose como un espacio de ocio, socialización y vinculación. Este trabajo tuvo como objetivo comprender, desde la perspectiva de la Terapia Ocupacional, las implicaciones del género musical brega en las ocupaciones de los jóvenes pernambucanos. Se trata de una investigación mixta y exploratoria, con datos recolectados mediante un cuestionario en línea, analizados a través de estadística descriptiva simple y de la técnica del Discurso del Sujeto Colectivo. Participaron 60 jóvenes de entre 18 y 24 años. Los resultados evidenciaron que el brega está presente en diferentes ocupaciones, principalmente en las dimensiones del ocio y la participación social, promoviendo vínculos y la expresión subjetiva de los participantes. A pesar del estigma aún asociado al género, este se presenta como un campo simbólico de resistencia e identidad, que desafía prejuicios y valoriza las producciones culturales periféricas. Desde la Terapia Ocupacional, se comprende que el brega se entrelaza con las prácticas cotidianas de los jóvenes, fortaleciendo los lazos comunitarios y las experiencias de bienestar. Se concluye que el brega trasciende el entretenimiento y constituye una expresión legítima de cultura, identidad y resistencia, y debe ser reconocido por la Terapia Ocupacional como un elemento potente en la comprensión de las ocupaciones humanas.
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