Perfil microbiológico das principais infecções relacionadas à assistência à saúde em Unidade de Terapia Intensiva de um hospital universitário
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i9.49472Palavras-chave:
Infecção Hospitalar, Unidades de Terapia Intensiva, Controle de Infecções.Resumo
Introdução: As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) oferecem suporte complexo a pacientes graves, aumentando o risco de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). A prevenção eficaz de IRAS requer medidas baseadas em evidências, destacando a importância do estudo. Objetivo: Avaliar e comparar o perfil das IRAS em um Hospital Universitário, por meio da coleta de dados de prontuários de pacientes internados nas quatro UTIs no período de 2024. Metodologia: Estudo transversal descritivo retrospectivo, com consulta de dados da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar de todos os pacientes internados nas 4 UTIs de um Hospital Universitário, que adquiriram IRAS, no período de janeiro a dezembro de 2024. As proporções foram avaliadas por meio do teste do qui quadrado e teste G, quando recomendados, por meio do programa Bioestat 5.0, com nível de significância estatística de 5%. Para execução desse projeto houve aprovação prévia do Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: O número total de IRAS foi de 436 casos, com 425 culturas solicitadas, das quais 310 foram positivas. As infecções do trato respiratório inferior representam 59,6% dos casos. Klebsiella pneumoniae foi o microrganismo mais prevalente com 67 casos, dos quais 32 eram produtoras de carbapenemase, presentes com maior frequência em duas das 4 UTIs. Conclusão: O estudo identificou variações clínicas e epidemiológicas ligadas à regulação de leitos, influenciando o perfil dos pacientes e risco de infecções, reforçando a importância da vigilância microbiológica local e análise por unidade para orientar uso de antimicrobianos e controle de infecções.
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