O papel dos farmacêuticos no Sistema Único de Saúde (SUS): Desafios e perspectivas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33448/rsd-v15i2.49729

Palavras-chave:

Atenção farmacêutica, Automedicação, Educação em saúde, Ensino e aprendizagem, Formação profissional.

Resumo

O papel dos farmacêuticos no Sistema Único de Saúde (SUS) tem se ampliado significativamente nas últimas décadas, acompanhando o desenvolvimento das políticas públicas de saúde e o aumento do acesso da população aos serviços farmacêuticos. Inserida na Atenção Farmacêutica e orientada pelos princípios da atenção integral à saúde, a prática farmacêutica tem se mostrado essencial para o uso racional de medicamentos, a educação em saúde e a vigilância sanitária. Este estudo, baseado em uma revisão de literatura, analisou a atuação do farmacêutico no SUS, destacando sua contribuição para a Atenção Primária à Saúde, o fortalecimento das equipes multiprofissionais, a promoção do uso racional de medicamentos e o engajamento comunitário, além de discutir os desafios e perspectivas futuras dessa prática no Brasil. Os resultados evidenciam os principais desafios enfrentados pelos profissionais, como a limitação de recursos, a sobrecarga de trabalho e a fragmentação das equipes de saúde, ao mesmo tempo em que revelam perspectivas promissoras, especialmente no fortalecimento da atenção farmacêutica e das práticas centradas no paciente. Conclui-se que a presença do farmacêutico é estratégica para a melhoria da qualidade da assistência em saúde, ressaltando a necessidade de políticas públicas que garantam melhores condições de trabalho, reconhecimento profissional e formação continuada.

Referências

Araújo, A. L. A. et al. (2020). Assistência farmacêutica como um modelo tecnológico em atenção primária à saúde. Ver. Ciênc. Farm. Básica. 26, 87-92.

Barberato, L. C.; Scherer, M. D. dos A.; & Lacourt, R. M. C. (2019). O farmacêutico na atenção primária no Brasil: uma inserção em construção. Ciência & saúde coletiva. 24, 3717-26.

Barros, R. D.; Aquino, R.; & Souza, L. E. P. F. (2022). Evolução da estrutura e resultados da Atenção Primária à Saúde no Brasil entre 2008 e 2019. Ciência & Saúde Coletiva. 27, 4289-301.

Bovo, F. et al. (2021). Atenção Farmacêutica: papel do farmacêutico na promoção da saúde. Biosaúde. 11, 43-56.

Brasil. (2018). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Práticas Farmacêuticas no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf). Brasília: Ministério da Saúde. 33p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/praticas_farmaceuticas_apoio_saude_familia Acesso em: 04 out. 2025.

Brasil. (2020). Conselho Nacional de Secratários de Saúde (CONASS). Assistência Farmacêutica no SUS. Brasília.

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. (2016). Serviços farmacêuticos diretamente destinados ao paciente, à família e à comunidade: contextualização e arcabouço conceitual. Brasília: Conselho Federal de Farmácia. 200 p. http://www.cff.org.br/userfiles/ProfarArcaboucoTELAFINAL.pdf.

Costa, D. A. da et al. (2020). Enfermagem e a Educação em Saúde. Rev. Cient. Esc. Estadual Saúde Pública de Goiás Cândido Santiago, p. 6000012-6000012.

Costa, E.A.et al. (2017). Concepções de assistência farmacêutica na atenção primária à saúde, Brasil. Rev. Saúde Pública. 51(n. suppl 2).

Cunha, L. V. R. M.; & Quintilio, M. S. V. (2023). Dificuldades enfrentadas pelo profissional farmacêutico no Sistema Único de Saúde (SUS). Revista JRG de Estudos Acadêmicos, Ano 6. VI(13).

D’andréa, R. D.; Wagner, G. A.; & Schveitzer, M. C. (2022). Percepção de farmacêuticos na implantação do Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica. Physis: Revista de Saúde Coletiva. 32, e320212.

Destro, D. R. et al. (2021). Desafios para o cuidado farmacêutico na Atenção Primária à Saúde. Physis: Revista de Saúde Coletiva. 31, e310323.

FIP. Federação Internacional Farmacêutica (FIP). (2017). Transformar a formação e educação em farmácia e ciências farmacêuticas no contexto da força laboral farmacêutica. Haia: Federação Mundial Farmacêutica, https://www.cff.org.br/noticia.php?id=4629.

Giovanella, L. (2018). Atenção básica ou atenção primária à saúde? Cadernos de Saúde Pública. 34.

Greschman, S.; & Santos, M.A.B. (2006). O Sistema Único de Saúde como Desdobramento das Políticas de Saúde do Século. Revista Brasileira de Ciências Sociais. 21(61), 178-227.

Henriques, I. S. M.; Batista, T. M.; Eduardo, L. S.; Silva, S. T. L.; & Henriques, L. S. M. (2025). Percepção dos profissionais de uma unidade básica de saúde acerca da atuação do farmacêutico na atenção primária à saúde. Revista Foco. 18(6), 1-25.

Medeiros, C. E. et al., (2020). Avaliação do papel do farmacêutico nas ações de promoção da saúde e prevenção de agravos na atenção primária. Rev Ciências Farm Básica e Apl. 35, 81-8.

Melo, J. C. L. C. et al. (2025). Promoção da saúde: ações que visam à redução dos fatores de risco para as Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. 7(1), 1842-55.

Molina, L. R; Hoffmann, J. B; & Finkler, M. (2020). Ética e assistência farmacêutica na atenção básica: desafios cotidianos. Rev. Bioét. 28(2), 365-75.

Nunes, I. M. et al. (2024). Atenção Farmacêutica No Acompanhamento De Pacientes Com Síndrome De Huntington: Uma Revisão Da Literatura. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. 10(10), 4384-406.

Oliveira A. B. et al. (2005). Obstáculos da atenção farmacêutica no Brasil. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. 41, 409-13.

Oliveira, J. J. F.; Batista, M. G.; & Souza, T. K. F. N. (2025). O impacto da atenção farmacêutica na prevenção de doenças crônicas. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. 11(8), 967-79.

Oliveira, P. S. et al. (2022). Trabalho do farmacêutico na atenção básica em saúde de municípios da região sul do Brasil. Revista Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde, Brasília–DF, (3), 795-5.

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE. (2002). Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica. Proposta Brasília: OPAS/MS.

Pereira, A. S et al. (2018). Metodologia da pesquisa científica. [e-book grátis]. Santa Maria: Editora da UFSM.

Pinto, R. S.; & Castro, M. S. (2022). Caminhos da assistência farmacêutica na atenção básica: o desafio da garantia do acesso e do uso racional de medicamentos. Saúde em Redes8(2), 341-360.

Ramos, A. B. (2024). A análise do contexto histórico da Estratégia em Saúde da Família. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(9), 94-109.

Rezende, B. F. et al. (2020). Educação em saúde como forma de prevenção do risco de queda nos idosos hospitalizados: um relato de experiência. Revista Eletrônica Acervo Saúde, (52), e3372e3372.

Rother, E.T. (2007). Revisão sistemática x revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem. 20(2), 5-6.

Santos, D. De S.; Mishima, S. M.; & Merhy, E. E. (2018). Processo de trabalho na Estratégia de Saúde da Família: potencialidades da subjetividade do cuidado para reconfiguração do modelo de atenção. Ciência & saúde coletiva, 23, 861-870.

Santos, V. B. et al. (2020). A importância do papel do farmacêutico na Atenção Básica. Rev. Bras. Pesq. Saúde, 19, 39-42.

Senra, T. V.; & Andrade, L. G. (2023). Atuação do farmacêutico na gestão em sistema único da saúde. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, 9(10), 1160-1176.

Silva, A. S.; & Goebel, R. de O. R. (2022). A função do Núcleo Ampliado de Saúde da Família-Nasf AB frente o novo cenário de pandemia: teleatendimento de pacientes suspeitos de covid-19. Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente. 13(n. edespmulti).

Storpirtis S. (2020). Farmácia clínica e atenção farmacêutica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.

Vieira, D. F. S. et al. (2022). Atenção farmacêutica na farmácia clínica. Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro, 9(1).

Vieira, F. S. (2007). Possibilidades de contribuição do farmacêutico para a promoção da saúde. Ciência e Saúde Coletiva. Brasília, 12, 213-220.

Downloads

Publicado

2026-02-02

Edição

Seção

Artigos de Revisão

Como Citar

O papel dos farmacêuticos no Sistema Único de Saúde (SUS): Desafios e perspectivas. Research, Society and Development, [S. l.], v. 15, n. 2, p. e0715249729, 2026. DOI: 10.33448/rsd-v15i2.49729. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/49729. Acesso em: 12 fev. 2026.