Pré-eclâmpsia: conhecimento de profissionais da saúde sobre os fatores de risco, complicações e estratégias preventivas
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i10.49770Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Profissionais de saúde, Pré-eclâmpsia, Assistência pré-natal, Enfermagem obstétrica.Resumo
Objetivo: Analisar o conhecimento dos profissionais da Estratégia Saúde da Família sobre os fatores de risco, complicações e estratégias que podem ser desenvolvidas para prevenção da pré-eclâmpsia na saúde materno-fetal. Metodologia: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, que contou com a participação de nove profissionais entre médicos e enfermeiras. A coleta de dados se deu por entrevista semiestruturada, organizadas a partir da técnica de análise de conteúdo de Bardin. Resultados: Os profissionais revelaram conhecer os fatores de riscos associados a pré-eclâmpsia, a saber: fatores genéticos, obesidade, Diabetes Mellitus e história anterior de pré-eclâmpsia. Contudo não mencionam a classificação de risco, nem a estratificação. Com relação as complicações, os participantes destacam síndrome HELLP e a eclampsia, parto prematuro e descolamento prematuro da placenta que acometem a mãe; e no tocante ao feto pode acontecer prematuridade e crescimento intrauterino fetal restrito. No que se refere as estratégias de prevenção ressaltam a importância da assistência pré-natal de forma mais precoce possível, com educação em saúde e profilaxia medicamentosa com AAS e cálcio. No entanto, esse conhecimento não se apresentou de forma sistematizada e amparados em diretrizes ou referenciais teóricos. Conclusão: Com isso, refletir sobre a magnitude e complexidade que permeia esse problema é perceber que os profissionais de saúde isoladamente não garantirão a qualidade e integralidade almejada na assistência à saúde. Chama atenção ainda à responsabilização das gestantes, da gestão municipal em saúde e da Rede de Atenção à Saúde, como também a importância de estruturar ações de Educação Permanente em saúde.
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