Tecnologias inovadoras e inclusão: Caminhos para a adaptação curricular
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i12.50278Palavras-chave:
Tecnologia assistiva, Inclusão educacional, Adaptação curricular, Ensino e aprendizagem.Resumo
As tecnologias inovadoras têm desempenhado um papel fundamental na promoção da inclusão educacional, oferecendo novas possibilidades para adaptar o currículo às necessidades de todos os estudantes.. Este estudo objetiva evidenciar práticas, ferramentas e metodologias que favoreçam a inclusão, a autonomia e a aprendizagem significativa de estudantes público-alvo da Educação Especial, convergindo as temáticas de inovação tecnológica e inclusão escolar.. Esses instrumentos favorecem a flexibilização de conteúdos, metodologias e avaliações, possibilitando que o currículo se torne mais acessível sem perder sua intencionalidade pedagógica. Realizou-se uma pesquisa de revisão não sistemática, de natureza qualitativa e do tipo revisão narrativa da literatura. Além disso, a inteligência artificial e os sistemas de aprendizagem adaptativa têm potencial para oferecer trajetórias personalizadas, ajustando o ritmo e o nível das atividades à evolução de cada estudante. Outro aspecto relevante é o papel do professor. A formação continuada em tecnologias educacionais e inclusão é essencial para que o docente saiba selecionar, adaptar e integrar ferramentas digitais de forma crítica e significativa. A mediação pedagógica, aliada ao uso consciente da tecnologia, contribui para uma proposta curricular mais equitativa. Por fim, a integração de tecnologias inovadoras à inclusão escolar não deve ser vista apenas como suporte técnico, mas como um movimento de transformação pedagógica. Ao promover acessibilidade, autonomia e participação, a tecnologia fortalece a construção de práticas alinhadas aos princípios da educação inclusiva e amplia os caminhos para um currículo verdadeiramente adaptado às necessidades de todos.Referências
Bacich, L. & Moran, J. (2018). Metodologias ativas para uma educação inovadora: Uma abordagem teórico-prática. Editora Penso.
Brasil. (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Presidência da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm.
Brasil. (1996). Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Ministério da Educação. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm.
Brasil. (2015a). Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Presidência da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/.
Brasil. (2015b). Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Ministério da Educação. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/, 2015.
Carvalho, R. E. (2004). Educação inclusiva: com os pingos nos "is". Ed. Mediação.
Cunha, E. (2016). Autismo na escola: um jeito diferente de aprender, um jeito diferente de ensinar- ideias e práticas pedagógicas. (4ed). Wak Editora.
Frias, E. M. A. (2008). Inclusão escolar do aluno com necessidades educacionais especiais: contribuições ao professor do ensino regular. Cadernos PDE, Paraná/Paranavaí. 1, 1-37.
Kenski, V. M. (2012). Tecnologias e ensino presencial e a distância. (7ed.). Papirus.
Levy, P. (1999). Cibercultura. Ed. 34.
Mantoan, M. T. E. (2015). Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? (7.ed.). Editora Moderna.
Mitre, S. M., Siqueira-Batista, R., Girardi-de-Mendonça, J. M., Morais-Pinto, N. M., Meirelles, C. A. B., Pinto-Porto, C., Moreira, T. & Hoffmann, L. M. A. (2008). Metodologias ativas de ensino-aprendizagem na formação profissional em saúde: Debates atuais. Ciência & Saúde Coletiva. 13(2), 2133–44. https://doi.org/10.1590/S1413-81232008000900018.
Moran, J. M. (2015). A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. (5.ed). Editora Papirus.
Moran, J. M. (2018). Educação Inovadora. https://pt.scribd.com/document/786398014/1-Metodologias-Ativas-para-uma-educacao-inovadora-de-acordo-com-as-teorias-de-Jose-Moran-e-Lilian-Bacich-slides
Pereira, A. S. et al. (2018). Metodologia da pesquisa científica. Santa Maria/RS: Ed. UAB/NTE/UFSM.
Rother, E. T. (2007). Revisão sistemática x revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem. 20(2), 5-6.
Sales, C., Almeida, R. & Rodrigues, T. (2024). Currículo IDEIA de Ciências: Inovação, diversidade, educação e inclusão na aprendizagem. Secretaria Municipal de Educação de Sobral.
Snyder, H. (2019). Literature review as a research methodology: An overview and guidelines. Journal of Business Research, 104, 333–339. https://doi.org/10.1016/J.JBUSRES.2019.07.039.
Triviños, A. N. S. (1987). Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. Editora Atlas.
Valente, J. A. (2019). A integração das tecnologias digitais na educação: Desafios e possibilidades. UNICAMP.
Vasques, C. K. & Baptista, C. R. (2003). Transtornos Globais do Desenvolvimento e Educação: um discurso sobre possibilidades. In. Seminário Internacional Educação Intercultural, Gênero e Movimentos Sociais. Florianópolis.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Rainara Rodrigues Ramos, Andressa Cruz de Oliveira, Fabio Coelho Pinto

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
