Avaliação dos casos notificados de intoxicação medicamentosa entre os anos de 2017 a 2022 no Estado do Paraná
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i12.50423Palavras-chave:
Intoxicação exógena, Medicamento, Educação em saúde.Resumo
Este estudo teve como objetivo analisar os casos de intoxicação por medicamentos no estado do Paraná, utilizando dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) no período de 2017 a 2022. Foram coletados dados socioeconômicos, como agente tóxico, faixa etária, escolaridade, etnia, sexo, circunstâncias e evolução dos casos. Os resultados mostraram que os medicamentos foram responsáveis por 59% das notificações de intoxicação exógena, seguidos por drogas de abuso e produtos de uso domiciliar. Quanto à faixa etária, os adultos jovens (20 a 39 anos) apresentaram a maior proporção de casos, seguidos pelos adolescentes (15 a 19 anos) A maioria dos casos ocorreu em pessoas com ensino médio completo, raça branca e do sexo feminino. A tentativa de suicídio foi identificada como a circunstância com a porcentagem mais elevada de notificações e reconhecidamente um grave problema de saúde pública e um desafio significativo a ser enfrentado. Esses resultados destacam a importância dos medicamentos como agentes causadores de intoxicação e ressaltam a necessidade de medidas preventivas e de educação para o uso adequado dessas substâncias. Além disso, a predominância de casos em adultos jovens sugere a necessidade de estratégias de prevenção e intervenção específicas para esse grupo, com ênfase na promoção do autocuidado e educação sobre o uso adequado de substâncias. A pesquisa fornece informações relevantes que podem auxiliar na formulação de políticas públicas para melhorar a assistência farmacêutica e promover o uso racional de medicamentos.
Referências
Alves, A. K. R., Silva, B. B. L. da, Almeida, B. C. de, Pereira, R. de B., Silva, L. dos S., Alves, A. K. R., Alves, A. K. R., Oliveira, A. C. de, Silva, É. M. A., Nogueira, F. D., Rodrigues, R. V. B. L., Alves, F. R. de O., Mello, G. W. de S., Castro, H. I. R., & Farias, D. R. de. (2021). Análise do perfil epidemiológico das intoxicações exógenas por medicamentos no Piauí, 2007 a 2019. Research, Society and Development, 10(12),
Costa, G. F. de O., Filho, S. D., Costa, G. V., Faria, A. A. dos S., Rodrigues, H. do C., & Laval, C. A. B. P. (2020). Intoxicações Exógenas em menores de 15 anos notificadas ao Centro de Informações Toxicológicas de Goiás/ Exogenous intoxications in children under 15 reported to the Toxicological Information Center of Goiás. Brazilian Journal of Health Review, 3(6), 20070–20087.
Freitas, A. B. de, & Garibotti, V. (2020). Caracterização das notificações de intoxicações exógenas por agrotóxicos no Rio Grande do Sul, 2011-2018. Epidemiologia E Serviços de Saúde, 29(5).
Gonçalves, C. A., Gonçalves, C. A., Dos Santos, V. A. dos S. A., Sarturi, L., & Terra Júnior, A. T. (2017). Intoxicação medicamentosa: relacionada ao uso indiscriminado de medicamentos. Revista Científica Da Faculdade De Educação E Meio Ambiente, 8(1), 135–143.
Gonçalves e Silva, H. C., & Costa, J. B. da. (2018). Intoxicação exógena: casos no estado de santa catarina no período de 2011 a 2015. Arquivos Catarinenses De Medicina, 47(3), 02–15.
Guimarães, T. R. A., Lopes, R. K. B., & Burns, G. V. (2019). Perfil epidemiológico das vítimas de intoxicação exógena em Porto Nacional (TO) no período de 2013 a 2017. Scire Salutis, 9(2), 37–48.
IBGE. (2021). Características étnico-raciais da população.https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/18319-cor-ou-raca.html. Acesso em: 30 mai. 2023.
Klinger, E. I., Schmidt, D. C., Barbosa Lemos, D., Pasa, L., Gonçalves Possuelo, L., & De Moura Valim, A. R. (2016). Intoxicação exógena por medicamentos na população jovem do Rio Grande do Sul. Revista de Epidemiologia E Controle de Infecção, 1(1).
Lessa, M. de A., & Bochner, R. (2008). Análise das internações hospitalares de crianças menores de um ano relacionadas a intoxicações e efeitos adversos de medicamentos no Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia, 11(4), 660–674
Maior, M. da, C. L. S., Osorio-de-Castro, C. G. S., & Andrade, C. L. T. de. (2017). Internações por intoxicações medicamentosas em crianças menores de cinco anos no Brasil, 2003-2012. Epidemiologia E Serviços De Saúde, 26(4), 771–782.
Maronezi, L. F. C., Felizari, G. B., Gomes, G. A., Fernandes, J. de F., Riffel, R. T., & Lindemann, I. L. (2021). Prevalência e características das violências e intoxicações exógenas autoprovocadas: um estudo a partir de base de dados sobre notificações. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 70(4), 293–301.
Ministério da Saúde. DATASUS. (2022). Brasília (DF): Ministério da Saúde. http://www.datasus.gov.br. Acesso em: 01 dez. 2022.
Pereira, A. S. et al. (2018). Metodologia da pesquisa científica. (Free ebook). Santa Maria. Editora da UFSM.
Rangel, N. L., & Francelino, E. V. (2018). Caracterização do perfil das intoxicações medicamentosas no Brasil, durante 2013 a 2016. Revista de Psicologia. 12(42), 121-135.
Rodrigues, F.P.M., Campos, A. de S. da S., Moraes, K.G.C., Costa, M.M.R., Maia, S.C., Pontes, S.R.S., Silva, W. do N., & Moraes, F. C. (2021). Intoxicação Exógena: análise epidemiológica dos casos notificados em menores de cinco anos em São Luís-MA/ Intoxicação exógena: análise epidemiológica dos casos notificados em crianças de cinco anos em São Luís-MA.. Revista Brasileira de Desenvolvimento, 7 (1), 9978–9995.
Santos, G. A. S., & Boing, A. C. (2018). Mortalidade e internações hospitalares por intoxicações e reações adversas a medicamentos no Brasil: análise de 2000 a 2014. Cadernos de Saúde Pública, 34(6).
Shitsuka, R. et al. (2014). Matemática fundamental para a tecnologia. (2ed). Editora Érica.
Silva, J. S. da. (2019). Intoxicação medicamentosa por motivação suicida no Brasil: um desafio da saúde pública. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo Do Conhecimento, 04(09), 163–174.
Soares, J. Y. S., Lima, B. M. de, Verri, I. A., & Oliveira, S. V. de. (2021). Perfil epidemiológico de intoxicação exógena por medicamentos em Brasília. Revista de Atenção à Saúde, 19(67).
Vieira, L. P., Santana, V. T. P. de, & Suchara, E. A. (2015). Caracterização de tentativas de suicídios por substâncias exógenas. Cadernos Saúde Coletiva, 23(2), 118–123.
Vilarino, J. F., Soares, I. C., Silveira, C. M. da Rödel, A. P. P., Bortoli, R., & Lemos, R. R. (1998). Self-medication profile in a city in South Brazil. Revista de Saúde Pública, 32(1), 43–49.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Jhenifer Donner Sagais, Fernando Antonio Pino Anjolette, Marina Vieira Martins

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
