Padrões de mortalidade por demência em idosos de 60 a 69 anos no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i12.50446Palavras-chave:
Mortalidade, Envelhecimento, Epidemiologia, Demência, Saúde Pública.Resumo
O envelhecimento populacional tem intensificado a carga das demências sobre os sistemas de saúde, especialmente em países de renda média, como o Brasil. Este estudo teve como objetivo descrever os padrões de mortalidade por demência em indivíduos com idade entre 60 e 69 anos no Brasil, no período de 2000 a 2023. Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais, baseado em dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram incluídos óbitos cuja causa básica foi Doença de Alzheimer (G30), Demência Vascular (F01) ou Demência Não Especificada (F03), segundo a CID-10. No período analisado, registraram-se 15.943 óbitos, com predominância da Doença de Alzheimer (83,3%). Observou-se crescimento progressivo da mortalidade ao longo da série histórica, com aumento mais acentuado a partir de 2010. A distribuição por sexo foi equilibrada, com discreto predomínio feminino nos anos mais recentes. A maioria dos óbitos ocorreu entre indivíduos brancos, casados e com baixa escolaridade. As regiões Sudeste e Sul concentraram a maior parte dos registros, destacando-se os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Os achados evidenciam a crescente relevância da mortalidade por demência em fases mais precoces do envelhecimento e reforçam a necessidade de fortalecimento das estratégias de vigilância epidemiológica, diagnóstico oportuno e políticas públicas voltadas à redução das desigualdades associadas às demências no Brasil.
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