Enraizamento de estacas caulinares de porta-enxerto de videira com diferentes concentrações de ácido indolilbutírico (AIB)
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i1.50490Palavras-chave:
AIB, Enraizamento, Porta-enxerto, Propagação vegetativa.Resumo
Em geral, estacas lenhosas apresentam bons resultados para o fator de enraizamento na maioria dos porta-enxertos de videira, entretanto, algumas variedades apresentam dificuldades nesse processo. O presente estudo teve como objetivo determinar a influência de reguladores vegetais no enraizamento e brotação de estacas caulinares de porta-enxertos ‘Paulsen 1103’ e ‘SO4’, em casa de vegetação, no Submédio do Vale do São Francisco, no município de Petrolina no Estado de Pernambuco (PE), Brasil. Desta forma, os tratamentos utilizados foram: T1: Controle (água); T2: 500 mg L-1 de AIB; T3: 1000 mg L-1 de AIB; T4: 1500 mg L-1 de AIB e T5: 2000 mg L-1 de AIB. As estacas foram provenientes de plantas matrizes, oriundas de área comercial, segmentadas com 12 a 15 centímetros de comprimento, 01 centímetro de diâmetro, com a presença de 2 a 3 gemas vegetativas na porção apical da estaca. As bases das estacas foram submergidas nas soluções de AIB por um período de 10 segundos. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com 5 tratamentos (concentrações de AIB) com 5 repetições, contendo 10 estacas por repetição, perfazendo um total de 250 estacas para cada porta-enxerto avaliado. Os melhores resultados para a propagação vegetativa dos porta-enxertos de videira ‘Paulsen 1103’ e ‘SO4’ foram verificados em estacas não tratadas com auxina que apresentaram boas porcentagens de enraizamento e brotação.
Referências
Alvarenga, L. R. & Carvalho, V. D. (1983). Uso de substâncias promotoras de enraizamento de estacas frutíferas. Informe Agropecuário, 9 (101): 47-55.
Amaral, U.; et al. (2008). Multiplicação rápida de porta-enxertos de videira mediante estaquia semilenhosa em Uruguaiana, RS. Revista da FZVA, 15(2): 85-93.
Amarante, C. V. T. et al. (2009). Quantificação da área e do teor de clorofilas em folhas de plantas jovens de videira ‘Cabernet Sauvignon’ mediante métodos não destrutivos. Revista Brasileira de Fruticultura, 31(3): 680-686.
Biasi, L. A. et al. (1997). Propagação de porta-enxertos de videira mediante estaquia semilenhosa. Bragantia, 56(2): 367-376.
Botelho, R. V. et al. (2005). Efeitos de reguladores vegetais na propagação vegetativa do porta-enxerto de videira '43-43' (Vitis vinifera x V. rotundifolia). Revista Brasileira de Fruticultura, 27(1): 6-8.
De Souza, E. M. et al. (2025). Efeito do Ácido Indolbutírico e de Extratos Pirolenhosos na propagação de Videira Itália e no desenvolvimento do Porta-Enxertos IAC-572. Revista Ouricuri, 15(1): 03–10.
Fachinello, J. C. et al. (1995). Propagação de plantas frutíferas de clima temperado. UFPEL.
Faria, A. P. et al. (2007). Enraizamento de estacas semilenhosas do porta-enxerto de videira ‘IAC 572-Jales’ tratadas com diferentes concentrações de ácido indolbutírico. Semina, 28 (1): 393-398.
Hartmann, J. L.M. et al. (1997). Plant propagation: principles and practices. Prentice Hall.
Leão, P. C. de S. (2023). Porta-enxertos para a produção de uvas ‘BRS Magna’ no Submédio do Vale do São Francisco. Circular Técnica -134, Embrapa Semiárido, 12p.
Lewis, D. H. (1980). Boron, lignification and the origin of vascular plants: a unified hypothesis. New Phytologist, 84(1): 209-229.
Lone, A. B. et al. (2010). Efeito do AIB no enraizamento de estacas herbáceas do porta-enxerto de videira VR 43-43 em diferentes substratos. Semina: Ciências Agrárias, 31(3): 599-604.
Machado, M. P. et al. (2005). Ácido indolbutírico no enraizamento de estacas semilenhosas do porta-enxerto de videira ‘VR043-43’ (Vitis vinífera x Vitis rotundifolia). Revista Brasileira de Fruticultura, 27(3): 476-479.
Miele, A. et al. (2009). Efeito do porta-enxerto no teor de nutrientes em tecidos da videira "Cabernet Sauvignon". Revista Brasileira Fruticultura, 31(4): 1141-1149.
Monteiro, H. S. A. et al. (2022). Uso de porta-enxerto em videira influencia a produção e a qualidade dos frutos da variedade copa: uma revisão narrativa. Open Science Research VI, 6 (1): 111-128.
Nachtigal, J. C. (2001). Propagação e Instalação da cultura da videira. In: Boliane, A. C. & Corrêa, L. S. (Eds.), Cultura de uvas de mesa: do plantio à comercialização. (328 p.). Ilha Solteria: [s.n.].
Pereira, A. S. et al. (2018). Metodologia da pesquisa científica. [free ebook]. Editora da UFSM.
Pires, E. J. P. & Biasi, L. A. (2003). Propagação da videira. In: Pommer, C. V. Uva: tecnologia da produção, pós colheita e mercado. (p. 295-350). Porto Alegre, RS: Cinco Continentes.
Salibe, A. B. et al. (2010). Enraizamento de estacas do porta-enxerto de videira 'vr 043-43' submetidas a estratificação, ácido indolbutírico e ácido bórico. Bragantia, 69(3): 617-622.
Shitsuka, R. et al. (2014). Matemática fundamental para a tecnologia. (2ed). Editora Erica.
Silva, P. C. G. & Coelho, R. C. (2010). Caracterização social e econômica da cultura da videira. In: Leao, P. C. S. & Soares, J. M. (Ed.), Cultivo da videira. (2a. ed.). Petrolina, PE: Embrapa Semiárido.
Souza, P. V. D. de et al. (2004). Desenvolvimento do porta-enxerto SO4 de videira afetado pelo número de gemas da estaca e por fungos micorrízicos arbusculares. Ciência Rural, 34(3): 955-957.
Sozim, M. & Ayub, R.A. (2006). Propagação de porta-enxertos de videira (Vitis sp.) submetidos ao tratamento com ácido indolbutírico. Publicações da UEPG Ciências Exatas e da Terra, Ciências Agrárias e Engenharias, 12(1): 37-41.
Zuffellato-Ribas, K. C. & Rodrigues, J. D. (2001). Estaquia: uma abordagem dos principais aspectos fisiológicos. UFPR.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Jadson Patrick Santana de Moraes, Elizabeth Orika Ono

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
