A influência de redes sociais na percepção da imagem corporal e no desenvolvimento de transtornos alimentares: Uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i1.50511Palavras-chave:
Mídias sociais, Imagem corporal, Transtornos alimentares, Algoritmos, Adolescentes.Resumo
Considerando a crescente prevalência de insatisfação corporal e a ampla difusão de padrões estéticos inatingíveis nas redes sociais, que podem atuar como um fator de risco significativo para o desenvolvimento de Transtornos Alimentares (TA), a presente pesquisa teve como objetivo geral analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, a relação entre o uso de redes sociais e as alterações na imagem corporal e comportamento alimentar. Para tanto, procedeu-se a uma Revisão Integrativa da Literatura, utilizando as bases de dados PubMed e BVS para selecionar estudos primários publicados entre janeiro de 2020 e julho de 2025. Desse modo, observou-se que o uso não crítico das redes está consistentemente associado à insatisfação corporal e ao risco de TA. Mecanismos como a comparação ascendente e a ação de algoritmos que criam "câmaras de eco" intensificam os sintomas, direcionando conteúdo tóxico. A influência se manifesta na busca pela magreza (em mulheres) e pela muscularidade (em homens, com risco de Dismorfia Muscular), sendo os jovens usuários de Instagram e TikTok os mais vulneráveis. Conclui-se que as redes sociais exercem uma influência significativa e complexa sobre a autoimagem, configurando um desafio de saúde pública que demanda estratégias preventivas e uso consciente das plataformas.
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