Ansiedade, pandemia de COVID-19 e aumento da incidência de bruxismo e disfunções temporomandibulares: Revisão da literatura
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i1.50517Palavras-chave:
COVID-19, Bruxismo, Estresse psicológico.Resumo
O contexto pandêmico, marcado pelo isolamento social, insegurança financeira, pressão social e medo da COVID-19 gerou um aumento significativo de estresse, ansiedade e depressão, condições que afetam diretamente a saúde bucal especialmente no desenvolvimento de bruxismo e disfunções temporomandibulares, esses distúrbios associados a condições emocionais afetam a qualidade de vida da população e podem causar dores musculares, desgaste dental e limitações funcionais. Este estudo revisa a literatura com objetivo de avaliar o aumento de casos de bruxismo e disfunções temporomandibulares (DTM) em decorrência dos problemas psicológicos causados pela pandemia de COVID-19. A pesquisa bibliográfica foi conduzida entre janeiro e fevereiro de 2025 com coletas de dados em bases como a LILACS, BVS, PubMed e SciELO, utilizando os descritores “bruxismo”, “DTM”, “COVID-19” e “incidência”. Foram selecionados um total de 31 artigos inicialmente, mas com os critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 15. Os estudos analisados mostram que o agravamento da situação emocional da população durante a pandemia de COVID-19 teve impacto direto na saúde bucal, com aumento da prevalência de bruxismo e sintomas de DTM, especialmente entre aqueles que tiveram níveis mais altos de ansiedade e depressão. Entre estudantes e profissionais de saúde, observou-se uma incidência crescente do bruxismo de sono e de vigília, ambos relacionados ao estresse. Conclui-se que a pandemia de COVID-19 exacerbou de forma direta fatores como ansiedade, estresse e bruxismo (fatores psicossociais), resultando em uma maior incidência de bruxismo e DTM, o que destaca intervenções preventivas e de tratamento para esses problemas.
Referências
Almeida, F. T., et al. (2018). Associação entre fatores psicológicos e disfunções temporomandibulares: uma revisão da literatura. Revista de Odontologia da UNESP, 47(3), 123–130.
Bogucki, A., & Giniewicz, M. (2022). The impact of stress on temporomandibular disorders in medical professionals during the COVID-19 pandemic. International Journal of Environmental Research and Public Health, 19(3), 1–12. https://doi.org/10.3390/ijerph19031234
Carrillo-Díaz, M., et al. (2022). Changes in physical activity, anxiety, and bruxism in adolescents before and during COVID-19 lockdown. Journal of Clinical Medicine, 11(5), 1–12. https://doi.org/10.3390/jcm11051345
Crossetti, M. G. O. (2012). Revisão integrativa de pesquisa na enfermagem o rigor cientifico que lhe é exigido. Rev Gaúcha Enferm. 33(2):8-9.
Emmanuelli, B., et al. (2023). Social capital and bruxism among university students during the COVID-19 pandemic. International Journal of Environmental Research and Public Health, 20(6), 1–11. https://doi.org/10.3390/ijerph20065321
Galhardo, A., et al. (2024). Emotional distress and temporomandibular disorder pain during social isolation: a comparative study among students and professors. BMC Oral Health, 24(1), 1–10. https://doi.org/10.1186/s12903-024-03210-9
Kolak, V., et al. (2022). Psychological distress and probable bruxism among dental students during the COVID-19 pandemic. International Journal of Environmental Research and Public Health, 19(7), 1–13. https://doi.org/10.3390/ijerph19074218
Limcaoco, R. S. G., et al. (2020). Anxiety, worry and perceived stress in the world due to the COVID-19 pandemic. Journal of Affective Disorders, 277, 744–750. https://doi.org/10.1016/j.jad.2020.08.062
Matta, G. C., et al. (2021). Os impactos sociais da pandemia de COVID-19 no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 26(10), 3707–3718. https://doi.org/10.1590/1413-812320212610.10662021
Medeiros, R. A., et al. (2020). Prevalence of temporomandibular disorder symptoms, anxiety and depression during COVID-19 social isolation. Journal of Applied Oral Science, 28, e20200458. https://doi.org/10.1590/1678-7757-2020-0458
Melo, A. C., Alencar Júnior, E. A., Rodrigues, L. L. F. R., et al. (2025). Prevalence of symptoms of temporomandibular disorders in university students in Brazil during the COVID-19 pandemic: An observational study. Archives of Current Research International, 25(10), 486–493. https://doi.org/10.9734/acri/2025/v25i101585
Nazzal, H., et al. (2023). Anxiety, sleep bruxism and temporomandibular disorders during COVID-19 social restrictions. BMC Oral Health, 23(1), 1–9. https://doi.org/10.1186/s12903-023-02789-1
Oliveira, A. S., et al. (2020). Disfunções temporomandibulares: aspectos clínicos e psicossociais. Revista Brasileira de Odontologia, 77(1), 45–52.
Osses-Anguita, J., et al. (2023). Impact of COVID-19 pandemic on bruxism and psychological factors in university students. Journal of Oral Rehabilitation, 50(4), 350–360. https://doi.org/10.1111/joor.13489
Pereira, A. S. et al. (2018). Metodologia da pesquisa científica. [free ebook]. Santa Maria. Editora da UFSM.
Pereira, M. L., & Quaresma, M. M. (2022). Bruxismo, estresse e ansiedade em profissionais de saúde hospitalar no período pós-pandemia. Revista Brasileira de Odontologia, 79(2), 1–9.
Renzo, L., et al. (2020). Psychological aspects and temporomandibular disorders during COVID-19 pandemic. European Journal of Dentistry, 14(S1), S33–S38. https://doi.org/10.1055/s-0040-1719216
Rocha, J. R., Neves, M. J., Pinheiro, M. R. R., Feitosa, M. A. L., Casanovas, R. C., & Lima, D. M. (2021). Alterações psicológicas durante a pandemia por COVID-19 e sua relação com bruxismo e DTM. Research, Society and Development, 10(6), e15810615887. https://doi.org/10.33448/rsd-v10i6.15887
Rocha, N. B., et al. (2021). Bruxismo e saúde mental durante a pandemia de COVID-19. Revista de Odontologia da UNESP, 50, e20210024.
Santos, F. A., et al. (2023). Temporomandibular disorder, anxiety and sleep quality among university students during remote learning. Sleep Science, 16(2), 85–92. https://doi.org/10.5935/1984-0063.20230018
Shalev-Antsel, T., Winocur-Arias, O., Friedman-Rubin, P., Naim, G., Keren, L., Eli, I., et al. (2023). The continuous adverse impact of COVID-19 on temporomandibular disorders and bruxism: comparison of pre-, during-, and post-pandemic time periods. BMC Oral Health, 23, 716. https://doi.org/10.1186/s12903-023-03447-4
Silva, E. T. C., Silva, A. F., Lourenço, A. H. A., Carvalho Júnior, A. D., Pereira, N. E. G., Bezerra, P. L., & Costa, S. R. R. (2021). The relationship between bruxism symptoms and temporomandibular disorders and anxiety caused by the COVID-19 pandemic: A literature review. Research, Society and Development, 10(2), e6110212609. https://doi.org/10.33448/rsd-v10i2.12609
Silva, R. L., et al. (2023). Prevalence of temporomandibular disorders and psychosocial comorbidities in dentistry students during the COVID-19 pandemic. Brazilian Dental Journal, 34(2), 1–8. https://doi.org/10.1590/0103-6440202304567
Snyder, H. (2019). Literature review as a research methodology: An overview and guidelines. Journal of Business Research, Elsevier. 104(C), 333-9. Doi: 10.1016/j.jbusres.2019.07.039.
Spinelli, M., et al. (2020). Parents’ stress and children’s psychological problems in families facing the COVID-19 outbreak. Frontiers in Psychology, 11, 1713. https://doi.org/10.3389/fpsyg.2020.01713
Tavares, A. L., Ribeiro Silva, S., De Siqueira Cabral, A., Gomes Magalhães, R., Régis Viana, G., Santana de Araújo, N., et al. (2024). Impacto da pandemia de COVID-19 nas funções orofaciais e comportamentos de sono. Revista Neurociências, 32, 1–19. https://doi.org/10.34024/rnc.2024.v32.19488
Valesan, L. F., et al. (2024). Mental health, routine changes and orofacial pain in university students during COVID-19 quarantine. Brazilian Journal of Oral Sciences, 23, 1–9.
World Health Organization. (2020). WHO Director-General’s opening remarks at the media briefing on COVID-19. Organização Mundial da Saúde.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Carla Vitória Mota Cavalcante Lima, Thalleyldson dos Santos Ramos, Sandra Augusta de Moura Leite, Maria Áurea Lira Feitosa, Rosana Costa Casanovas

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
