Uso racional de fitoterápicos em saúde pública: Segurança, eficácia e regulação sanitária
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i1.50518Palavras-chave:
Fitoterapia, Saúde Pública, Segurança, Uso racional de medicamentos, Regulação sanitária.Resumo
O objetivo deste estudo foi analisar, por meio de uma revisão da literatura, o uso racional de fitoterápicos no contexto da saúde pública, abordando aspectos de segurança, eficácia e regulação sanitária, destacando os desafios e as perspectivas para sua integração segura ao sistema de saúde. O uso de fitoterápicos tem se ampliado nas últimas décadas, impulsionado pela valorização das práticas integrativas e complementares e pelo reconhecimento do potencial terapêutico das plantas medicinais. No Brasil, a inserção desses produtos no Sistema Único de Saúde (SUS) ocorre por meio de políticas públicas específicas, que visam garantir acesso qualificado, seguro e baseado em evidências científicas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com recorte temporal dos últimos dez anos, realizada a partir de artigos científicos nacionais e internacionais, além de documentos oficiais do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Os achados demonstram que, embora os fitoterápicos apresentem benefícios clínicos e socioeconômicos relevantes, seu uso inadequado pode acarretar riscos à saúde, como reações adversas, interações medicamentosas e variações na qualidade dos produtos. Além disso, observa-se que a eficácia de muitos fitoterápicos ainda carece de comprovação científica robusta. Conclui-se que a promoção do uso racional de fitoterápicos exige o fortalecimento da regulação sanitária, a capacitação dos profissionais de saúde e a ampliação de pesquisas clínicas.
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