Cirurgia bariátrica revisional para conversão em bypass gastrico após gastroplastia vertical primária e a doença do refluxogastroesofágico - Uma coorte retrospectiva de um serviço de cirurgia geral
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i1.50537Palavras-chave:
Obesidade, Sleeve gástrico, Bypass gástrico, Doença do refluxo gastroesofágico, Cirurgia revisional.Resumo
A obesidade é uma enfermidade crônica multifatorial associada a elevada morbimortalidade e ao desenvolvimento de comorbidades metabólicas e gastrointestinais, incluindo a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). A cirurgia bariátrica representa a estratégia terapêutica mais eficaz para o tratamento da obesidade grave, sendo a gastrectomia vertical e o bypass gástrico em Y de Roux as técnicas mais empregadas. Contudo, limitações em longo prazo do Sleeve gástrico, como reganho ponderal e agravamento da DRGE, têm aumentado a indicação de cirurgias revisionais. Este estudo retrospectivo analisou pacientes submetidos à gastrectomia vertical entre 2015 e 2022, em hospitais do Rio de Janeiro, com foco na necessidade de conversão para bypass gástrico. Observou-se predominância do sexo feminino, idade média de 37 anos e IMC inicial médio de 44,2 kg/m². Aproximadamente 9,7% dos pacientes necessitaram de cirurgia revisional, principalmente por DRGE refratária e reganho de peso. A conversão para bypass demonstrou melhora significativa dos sintomas de refluxo e manutenção da perda ponderal. Conclui-se que o bypass gástrico constitui alternativa segura e eficaz no manejo das complicações pós-Sleeve.
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