Sulco do seio venoso occipital oblíquo bilateral e assimetria do sulco do seio sigmóideo: Um relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i1.50557Palavras-chave:
Vasos sanguíneos, Neuroanatomia, Variação anatômica.Resumo
O seio venoso occipital é o menor seio venoso descrito e comunica-se, geralmente, com a confluência dos seios no sentido cranial e com o plexo venoso vertebral no sentido caudal, determinando a formação de um único sulco entre a crista occipital interna e o forame jugular. Ademais, os seios sigmóideos, por sua vez, realizam a drenagem dos seios transversos de cada lado em direção à veia jugular interna, o que define um sulco bilateralmente presente na face petrosa do osso temporal. O objetivo deste relato de caso foi descrever uma variação anatômica incomum relacionada à tais sulcos descritos, encontrada em um crânio seco adulto no Laboratório de Anatomia Humana de uma instituição de ensino localizada no interior do estado de São Paulo. Além disso, para complementar o estudo, foi realizada revisão bibliográfica nas bases de dados PubMed e Scielo, por meio dos descritores “occipital venous sinus” e “anatomic variation”, utilizando o operador booleano AND. A partir da observação da peça, verificou-se uma variação anatômica peculiar: o sulco do seio venoso occipital era oblíquo e bilateral, em que ambas as depressões se originavam da crista occipital interna e direcionavam-se para o sulco do seio sigmódeo ipsilateral. Somado a isso, também foi observado que o sulco do seio sigmódeio direito era quase imperceptível, o que infere uma assimetria presente na estrutura craniana. Dessa forma, é possível afirmar que o entendimento de tais variações é fundamental para o planejamento de intervenções neurocirúrgicas, a fim de evitar complicações e aprimorar os cuidados aos pacientes.
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