Doenças dermatológicas prevalentes na atenção primária à saúde: Impacto assistencial, desafios diagnósticos e estratégias de manejo
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i1.50567Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Dermatologia, Doenças da Pele, Assistência à Saúde, Sistema Único de Saúde.Resumo
Objetivo: Analisar as principais doenças dermatológicas atendidas na Atenção Primária à Saúde, discutir os desafios diagnósticos enfrentados pelas equipes multiprofissionais e apresentar estratégias de manejo fundamentadas em evidências científicas. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir da análise de artigos científicos publicados entre 2007 e 2024, consultados nas bases SciELO, PubMed e Google Scholar, além de documentos institucionais do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde. Resultados: Os achados evidenciam que as dermatoses figuram entre as principais causas de procura pelos serviços de Atenção Primária, destacando-se dermatites inflamatórias, acne vulgar, micoses superficiais e infecções cutâneas. Observou-se que a maioria dessas condições apresenta potencial de manejo resolutivo nesse nível de atenção, entretanto, limitações na formação profissional, insegurança diagnóstica e fragilidades organizacionais contribuem para encaminhamentos excessivos à atenção especializada. Estratégias como educação permanente, uso de protocolos clínicos, apoio matricial e incorporação da teledermatologia demonstram impacto positivo na qualificação do cuidado. Conclusão: Conclui-se que o fortalecimento da capacidade clínica das equipes da Atenção Primária é essencial para ampliar a resolutividade do cuidado dermatológico, reduzir a fragmentação da assistência e consolidar a APS como coordenadora das redes de atenção à saúde.
Referências
Barbosa, D. S., & Silva, K. L. (2018). Organização do processo de trabalho na Atenção Primária à Saúde. Revista Brasileira de Enfermagem, 71(Supl. 1), 115–122.
Bolognia, J. L., Schaffer, J. V., & Cerroni, L. (2018). Dermatology (4th ed.). Elsevier.
Bousquat, A., Giovanella, L., Campos, G. W. S., Almeida, P. F., Martins, C. L., & Mota, P. H. S. (2017). Atenção Primária à Saúde no Brasil: avaliação e desafios. Saúde em Debate, 41(especial), 7–19.
Brasil. Conselho Nacional de Saúde. (2012). Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Brasília, DF.
Cardoso, M. R., Pereira, L. M., & Oliveira, R. S. (2013). Prevalência de doenças dermatológicas em unidade básica de saúde. Revista de Saúde Pública, 47(3), 532–540.
Casarin, S. T., Porto, A. R., Gabatz, R. I. B., Bonow, C. A., Ribeiro, J. P. & Mota, M. S. (2020). Tipos de revisão de literatura. Journal of Nursing and Health. J. nurs. health. 10(n.esp.):e20104031.
Dreno, B., Thiboutot, D., Gollnick, H., Bettoli, V., Kang, S., Leyden, J. J., & Shalita, A. R. (2014). Large-scale worldwide observational study of adherence with acne therapy. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, 28(6), 799–806.
Feldman, S. R., Chen, D. M., & Baltz, L. (2013). Management of common skin diseases in primary care. Primary Care: Clinics in Office Practice, 40(2), 433–454.
Fenandes, J. M. B., Vieira, L. T. & Castelhano, M. V. C. (2023). Revisão narrativa enquanto metodologia científica significativa: reflexões técnico-formativas. REDES – Revista Educacional da Sucesso. 3(1), 1-7. ISSN: 2763-6704.
Ferreira, A. P., Santos, M. C., & Lima, R. B. (2020). Perfil das dermatoses atendidas na Atenção Primária à Saúde. Anais Brasileiros de Dermatologia, 95(2), 173–180.
Gil, A. C. (2017). Como elaborar um projeto de pesquisa. Editora Atlas.
Giordani, J. M. A., & Bispo Júnior, J. P. (2019). Educação permanente em saúde na Atenção Básica. Saúde em Debate, 43(122), 108–120.
Giovanella, L., Franco, C. M., & Almeida, P. F. (2020). Política Nacional de Atenção Básica: avanços e retrocessos. Ciência & Saúde Coletiva, 25(4), 1479–1492.
Gomes, F. B., Silva, E. A., & Santos, M. A. (2012). Dermatologia na Atenção Primária à Saúde: desafios e perspectivas. Ciência & Saúde Coletiva, 17(9), 2387–2396.
Hay, R. J., Johns, N. E., Williams, H. C., Bolliger, I. W., Dellavalle, R. P., Margolis, D. J., & Murray, C. J. L. (2014). The global burden of skin disease in 2010: An analysis of the prevalence and impact of skin conditions. Journal of Investigative Dermatology, 134(6), 1527–1534. https://doi.org/10.1038/jid.2013.446
Karimkhani, C., Dellavalle, R. P., Coffeng, L. E., Flohr, C., Hay, R. J., Langan, S. M., & Naghavi, M. (2017). Global skin disease morbidity and mortality. British Journal of Dermatology, 177(1), 37–46.
Lowell, B. A., Froelich, C. W., Federman, D. G., & Kirsner, R. S. (2011). Dermatology in primary care: Prevalence and diagnostic accuracy. Journal of the American Academy of Dermatology, 64(2), 239–245. https://doi.org/10.1016/j.jaad.2010.01.022
Mendes, E. V. (2011). As redes de atenção à saúde. Organização Pan-Americana da Saúde.
Ministério da Saúde. (2010). Cadernos de Atenção Básica nº 20: Atenção às doenças da pele. Brasília, DF: Ministério da Saúde.
Ministério da Saúde. (2017). Política Nacional de Atenção Básica. Brasília, DF: Ministério da Saúde.
Oliveira, A. C., Nogueira, L. S., & Souza, E. M. (2010). Perfil das dermatoses em campanhas comunitárias no Brasil. Anais Brasileiros de Dermatologia, 85(3), 325–331.
Pereira, A. S. et al. (2018). Metodologia da pesquisa científica. [ebook gratuito]. Santa Maria. Editora da UFSM.
Resneck, J. S., & Kimball, A. B. (2004). The dermatology workforce shortage. Journal of the American Academy of Dermatology, 50(1), 50–54. https://doi.org/10.1016/j.jaad.2003.08.031
Rother, E. T. (2007). Revisão sistemática x revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem, 20(2), v–vi.
Silva, J. A., & Schraiber, L. B. (2011). Atenção primária, integralidade e cuidado. Saúde e Sociedade, 20(4), 915–927.
Starfield, B. (2002). Primary care: Balancing health needs, services, and technology. Oxford University Press.
World Health Organization. (2018). Primary health care: Closing the gap between public health and primary care. WHO.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Camila Mascarello

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
