Crise convulsiva e seu manejo na Unidade de Urgência e Emergência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33448/rsd-v15i2.50600

Palavras-chave:

Convulsão, Epilepsia, Atendimento de emergência, Clínico.

Resumo

Introdução: A crise convulsiva é uma das emergências neurológicas mais frequentes nos serviços de urgência e emergência, exigindo reconhecimento rápido e manejo adequado para prevenir complicações, como hipóxia, lesão cerebral secundária e evolução para estado de mal epiléptico. O presente estudo possui como objetivo compreender a crise convulsiva e seu manejo na unidade de urgência e emergência. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico. Resultados e Discussão: Os estudos analisados demonstram que o manejo da crise convulsiva deve seguir abordagem sistematizada, priorizando estabilização das vias aéreas, respiração e circulação, seguida do uso precoce de benzodiazepínicos como terapia de primeira linha. Anticonvulsivantes como fenitoína, levetiracetam e valproato são amplamente utilizados como segunda linha, com tendência crescente ao uso de fármacos com melhor perfil de segurança. A identificação da etiologia da crise e a estratificação do risco de recorrência são fundamentais para orientar a conduta e o seguimento. A adoção de protocolos clínicos mostrou impacto positivo na redução de falhas terapêuticas e complicações. Conclusão: Conclui-se que o manejo eficaz da crise convulsiva nas unidades de urgência e emergência depende do reconhecimento precoce, da aplicação de protocolos baseados em evidências e da capacitação das equipes de saúde. A abordagem adequada contribui para melhores desfechos clínicos e redução da morbimortalidade associada.

Referências

AAN. (2025). Practice guideline update: treatment of convulsive status epilepticus in adults and children. American Academy Of Neurology (AAN). Neurology, Minneapolis. 104(5), 1–12.

Appleton, R. E. et al. (2020). Levetiracetam as an alternative to phenytoin for second-line emergency treatment of convulsive status epilepticus in children: the EcLiPSE randomized clinical trial. Health Technology Assessment, Londres. 24(58), 1–96. DOI: 10.3310/hta24580.

Arican, P. et al (2021). Clinical profile and long-term outcome of first seizures in children. Turkish Journal of Pediatrics. 63(4), 612–7.

Bank, A. M. & Bazil, C. W. (2019). Emergency management of epilepsy and seizures. Seminars in Neurology, Stuttgart. 39(1), 73–81.

Betjes, M. G. & Lowenstein, D. H. (2020). Management of acute seizures and status epilepticus. The Lancet, Londres. 395(10221), 724–36.

Betjes, M. G. & Trinka, E. (2020). Emergency management of seizures in adults. The New England Journal of Medicine, Boston. 383(16), 1545–56.

Brasil. (2025). Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Epilepsia. Brasília: Ministério da Saúde. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/e/epilepsia.

Crawshaw, A. A. & Cock, H. R. (2020). Medical management of status epilepticus: from emergency department to intensive care unit. Seizure. 75, 145–52.

Crossetti, M. G. O. (2012). Revisão integrativa de pesquisa na enfermagem o rigor cientifico que lhe é exigida. Rev Gaúcha Enferm. 33(2):8-9.

Epilepsia Brasil. (2024). Epilepsia na prática clínica: abordagem diagnóstica e terapêutica. São Paulo: Liga Brasileira de Epilepsia.

Ferretti, A. et al. (2024). Best practices for the management of febrile seizures in children. Italian Journal of Pediatrics. 50(1), 95.

Fisher, R. S. et al. (2021). Operational classification of seizure types by the International League Against Epilepsy: position paper update. Epilepsia, Hoboken. 62(4), 1–15.

Foster, E. et al. (2018). Presentation and management of first seizures with community onset versus hospital onset. Neurology: Clinical Practice. 8(5), 421–8.

García Morales, I. et al. (2020). Gestión de urgencias de las crisis epilépticas: declaración de consenso. Emergencias, Madri. 32(5), 353–62.

Glauser, T. et al. (2016). Evidence-based guideline: treatment of convulsive status epilepticus in children and adults. Epilepsy Currents. 16(1), 48–61.

Hantus, S. (2016). Epilepsy emergencies. CONTINUUM: Lifelong Learning in Neurology. 22(1), 173–90.

Hauser, W. A. & Beghi, E. (2020). First seizure epidemiology revisited. Epilepsia. 51(supl. 1), 2–8.

Hunter, L. et al. (2015). A review of quality of care following prolonged seizures in children and adolescents with epilepsy. Seizure. 24, 88–92.

Kazl, C. & Lajoie, J. (2020). Emergency management of seizures. Current Problems in Pediatric and Adolescent Health Care. 50(11), 100892.

Ma, Y. et al. (2025). Medications used for seizure-emergency management in the UK community. Epilepsia Open. 10(4), 1023–33.

Mctague, A. et al. (2018). Drug management for acute tonic-clonic convulsions including convulsive status epilepticus in children. Cochrane Database of Systematic Reviews, n. 1, CD001905.

Messahel, S., Bracken, L. & Appleton, R. (2022). Optimal management of convulsive status epilepticus in children in emergency settings. Open Access Emergency Medicine. 491–506.

Minardi, C. et al. (2019). Epilepsy in children: from diagnosis to treatment with a focus on emergency care. Journal of Clinical Medicine. 8(1), 39.

Onda, H. et al. (2025). Risk stratification for early seizures after traumatic brain injury. Neurotrauma Reports. 6(1), 804–12.

Pereira, A. S., Shitsuka, D. M., Parreira, F. J. & Shitsuka, R. (2018). Metodologia da pesquisa científica. Editora da UFSM. https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/15824/Lic_Computacao_Metodologia-Pesquisa-Cientifica.pdf?sequence=1.

Piwowarczyk, S. et al. (2024). Seizure-related head injuries: a narrative review. Brain Sciences. 14(5), 473.

Rivero Rodríguez, D. et al. (2025). Factors associated with progression to super-refractory status epilepticus. Neurocritical Care. 43, 212–22.

Sarma, A. K. et al. (2016). Medical treatment of epileptic seizures: challenges and solutions. Neuropsychiatric Disease and Treatment. 467–85.

Scheffer, I. E. et al. (2022). ILAE classification of the epilepsies: position paper update. Epilepsia. 63(6), 1054–66.

Seinfeld, S., Goodkin, H. P. & Shinnar, S. (2016). Status epilepticus. Cold Spring Harbor Perspectives in Medicine. 6(3), a022830.

Singh, S. P., Sankaraneni, R. & Antony, A. R. (2017). Evidence-based guidelines for the management of epilepsy. Neurology India. 65(supl. 1), S6–S11.

Smith, P. E. M. (2021). Initial management of seizures in adults. New England Journal of Medicine. 385(3), 251–63.

Snyder, H. (2019). Literature review as a research methodology: An overview and guidelines. Journal of Business Research,

Elsevier. 104(C), 333-9. Doi: 10.1016/j.jbusres.2019.07.039.

Trinka, E. et al. (2020). A definition and classification of status epilepticus – Report of the ILAE Task Force. Epilepsia, v. 61, n. 12, p. 2381–2394.

Whittemore, R. & Knafl, K. (2005). The integrative review: updated methodology. J Adv Nurs. 52(5):546-53. doi: 10.1111/j.1365-2648.2005.03621.x.

World Health Organization (WHO). (2023). Epilepsy: a public health imperative. Geneva: WHO.

Downloads

Publicado

2026-02-13

Edição

Seção

Ciências da Saúde

Como Citar

Crise convulsiva e seu manejo na Unidade de Urgência e Emergência. Research, Society and Development, [S. l.], v. 15, n. 2, p. e5015260600, 2026. DOI: 10.33448/rsd-v15i2.50600. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/50600. Acesso em: 1 mar. 2026.