Fatores de risco maternos e neonatais que predispõem à internação na UTIN: Revisão bibliográfica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33448/rsd-v15i2.50670

Palavras-chave:

Unidades de Terapia Intensiva Neonatal., Fatores de risco, Idade gestacional, Recém-nascido.

Resumo

Introdução: A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é essencial para o tratamento de recém-nascidos em risco de vida, promovendo a sobrevivência e o bem-estar fisiológico dos neonatos prematuros e/ou com patologias associadas. A assistência começa com um pré-natal de qualidade e humanizado, facilitando a detecção de intercorrências que possam afetar a gestação. Objetivo: Analisar os fatores de risco maternos e neonatais que predispõem à internação em UTINs. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, utilizando artigos das bases National Library of Medicine (PubMed MEDLINE), Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Cochrane Database of Systematic Reviews (CDSR), Google Acadêmico, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e do Ministério da Saúde. A pesquisa abrangeu artigos publicados entre 2010 e 2022, utilizando descritores como "Unidades de Terapia Intensiva Neonatal", "Idade gestacional", "Fatores de risco", "Unidades de internação", "Recém-nascido" e "Comportamento materno". Discussão: Condições maternas e no desenvolvimento do neonato aumentam a necessidade de internação na UTIN, como prematuridade, baixo peso ao nascer e asfixia grave, além dos fatores maternos, incluindo idade avançada, alta paridade, baixa escolaridade e condições socioeconômicas desfavoráveis. Síndromes hipertensivas durante a gestação, como pré-eclâmpsia, aumentam o risco de prematuridade e baixo peso ao nascimento, além de complicações como síndrome de angústia respiratória e infecção neonatal, sendo outro fator de risco obstétrico importante. Conclusão: A prevenção de cenários que predispõem a internação na UTIN é fundamental. Portanto, fatores de risco maternos e neonatais devem ser conduzidos com um pré-natal adequado, garantindo, assim, possibilidades de cuidados ideais nas situações vigentes.

Referências

Almeida, A. C. DE et al. (2012, jun) Fatores de risco maternos para prematuridade em uma maternidade pública de Imperatriz-MA. Revista Gaúcha de Enfermagem, 33(2), 86–94.

Araújo BF, Bozzetti MC. (2010) Mortalidade neonatal precoce no município de Caxias do Sul: um estudo de coorte. J Pediatr (Rio J); 76(3), 200-6.

Balbi, B.; Carvalhaes, M. A. DE B. L.; Parada, C. M. G. DE L. (2016, jan) Tendência temporal do nascimento pré-termo e de seus determinantes em uma década. Ciência & Saúde Coletiva, 21(1), 233–241.

Basso CG, Neves ET, Silveira A. (2012, abr-jun). Associação entre realização de pré-natal e morbimortalidade neonatal. Texto Contexto Enferm.21(2), 269-76.

Costa, C. E.; Gotlieb, S. L. D. (2014, ago). Estudo epidemiológico do peso ao nascer a partir da Declaração de Nascido Vivo. Revista de Saúde Pública, 32(4), 328–334.

Costa, L. D. et al. (2017). Fatores preditores para a admissão do recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal. Revista Baiana de Enfermagem, 31(4),

Cruz, M. R. DA et al. (2020). Fatores de risco relacionado à infecção em uti neonatal. Saúde & ciência em ação, 6(2), 1–15.

Guedes, R. et al. (2022). Profile of prematurity and neonatal weight adequacy in maternity of Minas Gerais and parallel with medical literature. Residência Pediátrica, 12(1),.

Lages, C. D. R. et al. (2014, fev). Fatores preditores para a admissão do recém-nascido na unidade de terapia intensiva. Rev Rene, 15(1, 16),.

Lima, S. S. DE et al. (2015, ago). Aspectos clínicos de recém-nascidos admitidos em Unidade de Terapia Intensiva de hospital de referência da Região Norte do Brasil. ABCS Health Sciences, 40(2, 4).

Melo, L. S. W. DE et al. (2022). Fatores de sucesso em colaborativa para redução de infecções relacionadas à assistência à saúde em unidades de terapia intensiva no Nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, 34(3).

Ministério da Saúde (BR). (2012). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Gestação de alto risco: manual técnico. 5. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde.

Ministério da Saúde (BR). (2015). Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia do SUS. Diretrizes de Atenção à Gestante: a Operação Cesariana. Brasília, DF: Ministério da Saúde.

Ministério da Saúde (BR). (2014). Brasil incentiva ações e campanhas para garantir pré-natal a gestantes. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/saude/2011/10/brasil-incentiva-acoes-e-campanhas-para-garantir-pre-natal-a-gestantes.

Mucha, F.; Franco, S. C.; Silva, G. A. G. (2015, jun). Frequência e características maternas e do recém nascido associadas à internação de neonatos em UTI no município de Joinville, Santa Catarina - 2012. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, 15(2), 201–208.

Nietsche, E. A. et al. (2012, dez). Educação em saúde: planejamento e execução da alta em uma Unidade de Terapia Intensiva neonatal. Escola Anna Nery, v. 16(4), 809–816.

Ray, J. G.; Burrows, R. F.; Burrows, E. A.; Vermeulen, M. J. MOS HIP. (2011). McMaster outcome study of hypertension in pregnancy. Early Human Development, 64(2), 129-43.

Ribeiro, C. D. S.; Sousa, J. C. O.; Cunha, K. J. B.; Santos, T. M. G.; Moura, M. E. B. (2011, abr-mai-jun). Caracterização sociodemográfica das mães dos recém-nascidos admitidos na UTI de uma maternidade pública de Teresina-PI. Revista Interdisciplinar NOVAFAPI, 4(2), 46-50.

Risso, S. D. P.; Nascimento, L. F. C. (2010). Fatores de risco para óbito em unidade de terapia intensiva neonatal, utilizando a técnica de análise de sobrevida. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, 22, 19-26.

Sousa, D. D. B. et al. (2022, set). Fatores de risco individuais associados à mortalidade infantil no nordeste brasileiro. Revista Enfermagem Atual In Derme, 96(39), e–021301.

Yilmaz, Y. et al. (2013, nov). Preeclampsia is an independent risk factor for spontaneous intestinal perforation in very preterm infants. 27(12), 1248–1251.

Downloads

Publicado

2026-02-23

Edição

Seção

Ciências da Saúde

Como Citar

Fatores de risco maternos e neonatais que predispõem à internação na UTIN: Revisão bibliográfica. Research, Society and Development, [S. l.], v. 15, n. 2, p. e6415250670, 2026. DOI: 10.33448/rsd-v15i2.50670. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/50670. Acesso em: 1 mar. 2026.