Revisão integrativa das neoplasias esofágicas: Aspectos anatômicos, diagnósticos e terapêuticos de 2015 a 2025

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33448/rsd-v15i2.50680

Palavras-chave:

Imunoterapia, Cirurgia Endoscópica Transanal, Diagnóstico Precoce, Neoplasias Esofágicas, Terapia Combinada.

Resumo

O câncer esofágico representa um dos maiores desafios na oncologia contemporânea, sendo responsável por alta taxa de mortalidade global e frequentemente diagnosticado em estágios avançados. Esta pesquisa tem como objetivo sintetizar as evidências mais recentes sobre neoplasias esofágicas, desde seus aspectos anatômicos e fisiopatológicos até as abordagens terapêuticas contemporâneas. Esta revisão integrativa analisou publicações científicas de 2015 a 2025, com foco nos aspectos anatômicos, diagnósticos e terapêuticos das neoplasias esofágicas. Foram incluídos estudos clínicos, revisões sistemáticas e pesquisas observacionais que abordassem desde a biologia molecular até práticas clínicas. Os achados evidenciam avanços importantes, como a aplicação da inteligência artificial em endoscopias, a incorporação de técnicas minimamente invasivas, e a introdução de terapias-alvo e imunoterapia no manejo de casos avançados. Além disso, o conhecimento aprofundado da anatomia esofágica e das vias de disseminação tumoral tem influenciado a personalização do tratamento. Contudo, ainda há desigualdades marcantes no acesso a diagnóstico precoce e tratamentos modernos, sobretudo em países de baixa e média renda. A revisão destaca a necessidade urgente de políticas públicas, capacitação profissional e integração entre ciência e prática clínica para melhorar os desfechos dos pacientes com essa neoplasia agressiva.

Referências

Ajani, J. A., et al. (2023). Esophageal and esophagogastric junction cancers, version 2.2023, NCCN clinical practice guidelines in oncology. Journal of the National Comprehensive Cancer Network, 21(4), 393–422.

An, S., et al. (2015). Granular cell tumor of the gastrointestinal tract: Histologic and immunohistochemical analysis of 98 cases. Human Pathology, 46(6), 813–819.

Andrici, J., & Eslick, G. D. (2015). Hot food and beverage consumption and the risk of esophageal cancer. American Journal of Preventive Medicine, 49(6), 952–960.

Businello, G., et al. (2020). The pathologic and molecular landscape of esophageal squamous cell carcinogenesis. Cancers, 12(8), 2160.

Castro, C., Peleteiro, B., & Lunet, N. (2017). Modifiable factors and esophageal cancer: A systematic review of published meta-analyses. Journal of Gastroenterology, 53(1), 37–51.

Cavallin, F., et al. (2018). Esophageal cancer clinical presentation. Annals of Surgery, 267(1), 99–104.

Chu, Y., et al. (2019). Long-term efficacy and safety of intralesional steroid injection plus oral steroid administration in preventing stricture after endoscopic submucosal dissection for esophageal epithelial neoplasms. Surgical Endoscopy and Other Interventional Techniques, 33(4), 1244–1251.

Crossetti, M. G. O. (2012). Revisão integrativa de pesquisa na enfermagem o rigor cientifico que lhe é exigido. Rev Gaúcha Enferm. 33(2), 8-9.

Duits, L. C., et al. (2016). Patients with Barrett’s esophagus and confirmed persistent low-grade dysplasia are at increased risk for progression to neoplasia. Gastroenterology, 152(5), 993-1001.e1.

Giannetta, E., et al. (2019). A rare rarity: Neuroendocrine tumor of the esophagus. Critical Reviews in Oncology/Hematology, 137, 92–107.

Gibson, M. K. (2018). Epidemiology and pathobiology of esophageal cancer. UpToDate. Recuperado em 7 de maio de 2025, de https://www.uptodate.com

Hashimoto, R., et al. (2020). Artificial intelligence using convolutional neural networks for real-time detection of early esophageal neoplasia in Barrett’s esophagus (with video). Gastrointestinal Endoscopy, 91(6), 1264-1271.e1.

Liu, X., et al. (2017). Genetic alterations in esophageal tissues from squamous dysplasia to carcinoma. Gastroenterology, 153(1), 166–177.

Park, J. M., et al. (2017). Longer observation time increases proportion of neoplasms detected by esophagogastroduodenoscopy. Gastroenterology, 153(2), 460-469.e1.

Pereira, A. S., Shitsuka, D. M., Parreira, F. J. & Shitsuka, R. (2018). Metodologia da pesquisa científica. Editora da UFSM. https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/15824/Lic_Computacao_Metodologia-Pesquisa-Cientifica.pdf?sequence=1.

Risemberg, R. I. C. et al. (2026). A importância da metodologia científica no desenvolvimento de artigos científicos. E-Acadêmica, 7(1), e0171675. https://eacademica.org/eacademica/article/view/675

Robles, L. Y., Singh, S., & Fisichella, P. M. (2015). Emerging enhanced imaging technologies of the esophagus: Spectroscopy, confocal laser endomicroscopy, and optical coherence tomography. Journal of Surgical Research, 195(2), 502–514.

Sheikh, M., et al. (2023). Current status and future prospects for esophageal cancer. Cancers, 15(3), 765.

Snyder, H. (2019). Literature review as a research methodology: An overview and guidelines. Journal of Business Research, Elsevier. 104(C), 333-9. Doi: 10.1016/j.jbusres.2019.07.039.

Singhi, A. D., et al. (2015). Undifferentiated carcinoma of the esophagus: A clinicopathological study of 16 cases. Human Pathology, 46(3), 366–375.

Tang, H., et al. (2023). Neoadjuvant chemoradiotherapy versus neoadjuvant chemotherapy followed by minimally invasive esophagectomy for locally advanced esophageal squamous cell carcinoma: A prospective multicenter randomized clinical trial. Annals of Oncology, 34(2), 163–172.

Tsou, Y.-K., et al. (2016). Endoscopic submucosal dissection of superficial esophageal neoplasms is feasible and not riskier for patients with liver cirrhosis. Digestive Diseases and Sciences, 61(12), 3565–3571.

Tsujii, Y., et al. (2015). Clinical outcomes of endoscopic submucosal dissection for superficial esophageal neoplasms: A multicenter retrospective cohort study. Endoscopy, 47(9), 775–783.

Tustumi, F., et al. (2017). Primary neuroendocrine neoplasm of the esophagus – Report of 14 cases from a single institute and review of the literature. Arquivos de Gastroenterologia, 54(1), 4–10.

Uhlenhopp, D. J., et al. (2020). Epidemiology of esophageal cancer: Update in global trends, etiology and risk factors. Clinical Journal of Gastroenterology, 13.

Von Döbeln, G. A., et al. (2018). Neoadjuvant chemotherapy versus neoadjuvant chemoradiotherapy for cancer of the esophagus or gastroesophageal junction: Long-term results of a randomized clinical trial. Diseases of the Esophagus, 32(2).

Yang, C. S., Chen, X., & Tu, S. (2016). Etiology and prevention of esophageal cancer. Gastrointestinal Tumors, 3(1), 3–16.

Yang, H., et al. (2018). Neoadjuvant chemoradiother

Downloads

Publicado

2026-02-19

Edição

Seção

Ciências da Saúde

Como Citar

Revisão integrativa das neoplasias esofágicas: Aspectos anatômicos, diagnósticos e terapêuticos de 2015 a 2025. Research, Society and Development, [S. l.], v. 15, n. 2, p. e6115250680, 2026. DOI: 10.33448/rsd-v15i2.50680. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/50680. Acesso em: 1 mar. 2026.