Aleitamento materno em recém-nascidos internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: Impacto do banco de leite na sobrevida e recuperação
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i3.50684Palavras-chave:
Aleitamento materno, Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, Recém-nascido.Resumo
O presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto do Banco de Leite Humano na promoção do aleitamento materno, bem como seus efeitos na sobrevida e recuperação clínica de recém-nascidos internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Trata-se de uma pesquisa descritivo, de abordagem quantitativa, desenvolvido com base em dados secundários do Sistema de Produção da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, referentes ao período de 2020 a 2024. Os resultados apontaram expressivo volume de leite humano coletado e ampla cobertura assistencial em todas as regiões brasileiras. A região Sudeste concentrou o maior volume de coleta e número de doadoras, enquanto a região Nordeste apresentou o maior número de recém-nascidos beneficiados, evidenciando a relevância do Banco de Leite Humano em contextos de maior vulnerabilidade social. Os achados demonstram a efetividade da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano como estratégia de apoio ao aleitamento materno e de assistência nutricional segura a recém-nascidos em situação de risco, especialmente prematuros e de baixo peso ao nascer. Conclui-se que o Banco de Leite Humano configura-se como política pública essencial para a assistência neonatal, contribuindo de forma significativa para a recuperação clínica, a redução da morbimortalidade neonatal e a humanização do cuidado em UTIN. O fortalecimento e a ampliação da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano são fundamentais para a promoção da equidade em saúde e para a melhoria dos desfechos neonatais no Brasil.
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