Caracterização do rastreamento de disfagia orofaríngea em adultos hospitalizados

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33448/rsd-v15i2.50693

Palavras-chave:

Disfagia, Triagem, Saúde do Adulto.

Resumo

Introdução: No ambiente hospitalar, a disfagia é um sintoma frequente em pacientes que necessitam de intervenção fonoaudiológica, e pode comprometer a ingestão segura de alimentos, líquidos e saliva, afetar a qualidade de vida e causar complicações como desnutrição e pneumonia aspirativa. O uso de instrumentos de rastreio é essencial para a detecção precoce e redução de custos hospitalares. O Rastreamento de Disfagia Orofaríngea em Idosos (RaDI) destaca-se como ferramenta validada para idosos, mas com potencial de aplicação em adultos hospitalizados. Objetivo: Descrever o perfil de adultos hospitalizados triados com o protocolo RaDI e seus desfechos fonoaudiológicos durante a internação. Metodologia: Estudo descritivo, quantitativo e retrospectivo, com análise de dados secundários de adultos entre 18 e 59 anos, internados entre maio de 2023 e maio de 2024, em um Hospital Universitário. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, pontuação no RaDI, nível da Escala Funcional de Ingestão por Via Oral (FOIS) e necessidade de acompanhamento fonoaudiológico. Resultados: Foram triados 888 pacientes, dos quais 84,6% não apresentaram risco para disfagia orofaríngea. Entre os pacientes com pontuação inferior a 4 no RaDI, uma parcela necessitou de acompanhamento fonoaudiológico devido à evolução clínica durante a internação. Conclusão: Estima-se que o Rastreamento de Disfagia Orofaríngea em Idosos também possa ser utilizado com adultos hospitalizados, contribuindo para aprimorar a prática fonoaudiológica.

Referências

Aguiar, F. C. F., Vale, S. L., & Vicente, L. C. C. (2018). Doença pulmonar obstrutiva crônica: análise da deglutição em pacientes hospitalizados. Distúrbios da Comunicação, 30(1), 147–157. https://doi.org/10.23925/2176-2724.2018v30i1p147-157

Andrade, P. A., Santos, C. A., Firmino, H. H., & Rosa, C. O. B. (2018). Importância do rastreamento de disfagia e da avaliação nutricional em pacientes hospitalizados. Einstein (São Paulo), 16(2), 1–6. https://doi.org/10.1590/S1679-45082018AO4189

Antunes, A. P. de A. (2020). Rastreamento de disfagia orofaríngea em idosos (RaDI): validação ao ambiente hospitalar (Dissertação de mestrado). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/23076

Barros, A. P. B., & Angelis, E. C. de. (2008). Avaliação fonoaudiológica à beira leito. In G. P. Jotz, E. C. de Angelis, & A. P. B. Barros (Orgs.), Tratado da deglutição e disfagia: no adulto e na criança (pp. 68–70). Revinter.

Bassi, D., Furkim, A. M., Silva, C. A., Coelho, M. S. P. H., Rolim, M. R. P., & Alencar, M. L. A. (2014). Identificação de grupos de risco para disfagia orofaríngea em pacientes internados em um hospital universitário. CoDAS, 26(1), 17–27. https://doi.org/10.1590/S2317-17822014000100004

Crary, M. A., Mann, G. D. C., & Groher, M. E. (2005). Initial psychometric assessment of a functional oral intake scale for dysphagia in stroke patients. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, 86(8), 1516–1520. https://doi.org/10.1016/j.apmr.2004.11.049

Edmiaston, J., Connor, L. T., Loehr, L., & Nassief, A. (2010). Validation of a dysphagia screening tool in acute stroke patients. American Journal of Critical Care, 19(4), 357–364. https://doi.org/10.4037/ajcc2009961

Etges, C. L., Scheeren, B., Gomes, E., & Barbosa, L. R. (2014). Instrumentos de rastreio em disfagia: uma revisão sistemática. CoDAS, 26(5), 343–349. https://doi.org/10.1590/2317-1782/20142014057.

Furkim, A. M., & Sacco, A. B. F. (2008). Eficácia da fonoterapia em disfagia neurogênica usando a escala funcional de ingestão por via oral (FOIS) como marcador. Revista CEFAC, 10(4), 503–512. https://doi.org/10.1590/S1516-18462008000400010.

Gonçalves, M. I. R., Remaili, C. B., & Behlau, M. (2013). Equivalência cultural da versão brasileira do Eating Assessment Tool – EAT-10. CoDAS, 25(6), 601–604. https://doi.org/10.1590/S2317-17822013.05000012.

Larré, M. C., Miranda, V. S. G., Martins, V. B., & Berbert, M. C. B. (2020). Atuação fonoaudiológica no paciente oncológico disfágico: uso de indicadores. Distúrbios da Comunicação, 32(2), 259–269. https://doi.org/10.23925/2176-2724.2020v32i2p259-269.

Lynch, C. S., Chammas, M. C., Mansur, L. L., & Cerri, G. G. (2008). Biomecânica ultrassonográfica da deglutição: estudo preliminar. Radiologia Brasileira, 41(4), 241–244. https://doi.org/10.1590/S0100-39842008000400008.

Magalhães Júnior, H. V. (2018). Evidências de validade do questionário autorreferido para rastreamento de disfagia orofaríngea em idosos – RaDI (Tese de doutorado). Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Oliveira, C. M. dos S., Peixoto, M. V. da S., & Araújo, B. C. L. (2023). Proposta de instrumento de rastreio para disfagia na atenção primária à saúde. Interfaces Científicas – Saúde e Ambiente, 9(2), 7–27. https://doi.org/10.17564/2316-3798.2023v9n2p7-27.

Pereira, A. S. et al. (2018). Metodologia da pesquisa científica. (Free ebook). Santa Maria. Editora da UFSM.

Ribeiro, M., Miquilussi, P. A., Gonçalves, F. M., Taveira, K. V. M., Stechman-Neto, J., Nascimento, W. V., de Araujo, C. M., Schroder, A. G. D., Massi, G., & Santos, R. S. (2024). The Prevalence of Oropharyngeal Dysphagia in Adults: A Systematic Review and Meta-analysis. Dysphagia, 39(2), 163–176. https://doi.org/10.1007/s00455-023-10608-8

Risemberg, R. I. C., Wakin, M., & Shitsuka, R. (2026). A importância da metodologia científica no desenvolvimento de artigos científicos. Revista E-Acadêmica. 7(1), e0171675. https://doi.org/10.52076/eacad-v7i1.675. https://eacademica.org/eacademica/article/view/675.

Rocha, A. D. F. da, Berbert, M. C. B., & Martins, V. B. (2025). Relação entre risco de disfagia e nível de ingestão oral em pacientes oncológicos. CoDAS, 37(2), 1–7. https://doi.org/10.1590/2317-1782/e20240100pt.

Schmidt, A. M., Kristensen, H. N., Melgaard, D., Pedersen, A. R., Mark, L., Appel, C. W., Langergaard, S., & Overgaard, C. (2025). Development of a Screening Intervention for Dysphagia in Hospitalised Geriatric Patients. Dysphagia, 40(5), 1078–1091. https://doi.org/10.1007/s00455-025-10803-9.

Shitsuka, R. et al. (2014). Matemática fundamental para tecnologia. (2ed). Editora Érica.

Tsang, K., Lau, E. S., Shazra, M., Eyres, R., Hansjee, D., & Smithard, D. G. (2020). A new simple screening tool—4QT: Can it identify those with swallowing problems? A pilot study. Geriatrics, 5(1), Article 11. https://doi.org/10.3390/geriatrics5010011.

Vale-Prodomo, L. P., Angelis, E. C. de, & Barros, A. P. B. (2008). Avaliação clínica fonoaudiológica das disfagias. In G. P. Jotz, E. C. de Angelis, & A. P. B. Barros (Orgs.), Tratado da deglutição e disfagia: no adulto e na criança (pp. 61–67). Revinter.

Zhang, L., Hou, R., Liu, L., Liu, Y., & Yu, Q. (2025). Evaluation of the performance of screening tools for dysphagia in older adults: A diagnostic meta-analysis. Geriatric nursing (New York, N.Y.), 61, 629–641. https://doi.org/10.1016/j.gerinurse.2024.12.039

Downloads

Publicado

2026-02-26

Edição

Seção

Ciências da Saúde

Como Citar

Caracterização do rastreamento de disfagia orofaríngea em adultos hospitalizados. Research, Society and Development, [S. l.], v. 15, n. 2, p. e7415250693, 2026. DOI: 10.33448/rsd-v15i2.50693. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/50693. Acesso em: 1 mar. 2026.