Disfunção neuroimune e depressão: Mecanismos moleculares envolvidos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33448/rsd-v15i3.50727

Palavras-chave:

Depressão maior, Sistema nervoso central, Neuroinflamação, Resposta imunoinflamatória.

Resumo

A depressão maior está associada à ativação de respostas imunoinflamatórias e à desregulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), influenciando diretamente a neurotransmissão e a homeostase cerebral. Este estudo tem como objetivo descrever os mecanismos necessários para a avaliação diagnóstica da depressão maior e da disfunção neuroimune, explanando a influência do sistema imunológico na fisiopatologia do sistema nervoso central. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada por meio de consultas às bases PubMed, Scielo, Cochrane, UpToDate e Dynamed, incluindo publicações em português e inglês entre 2005 e 2024. Evidências demonstram que a ativação imune periférica pode comprometer a integridade da barreira hematoencefálica, promover neuroinflamação e alterar a disponibilidade de neurotransmissores como serotonina, dopamina e norepinefrina. Citocinas pró-inflamatórias, como IL-1β, IL-6 e TNF-α, desempenham papel central na disfunção neuronal, enquanto mediadores anti-inflamatórios apresentam potencial efeito neuroprotetor. Conclui-se que a interação entre sistema nervoso e sistema imunológico contribui significativamente para a fisiopatologia do transtorno depressivo maior, reforçando a importância da abordagem neuroimunológica no desenvolvimento de estratégias terapêuticas.

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Publicado

2026-03-06

Edição

Seção

Ciências da Saúde

Como Citar

Disfunção neuroimune e depressão: Mecanismos moleculares envolvidos. Research, Society and Development, [S. l.], v. 15, n. 3, p. e1515350727, 2026. DOI: 10.33448/rsd-v15i3.50727. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/50727. Acesso em: 24 mar. 2026.