História sobre parto e violências
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i3.50730Palavras-chave:
Parto, Saúde, Gênero, Raça.Resumo
O presente artigo apresenta resultados de um projeto de pesquisa que visou reforçar e constituir o debate sobre Violência Obstétrica (V.O.), a partir da percepção das mulheres que já passaram pela experiência de parto. A questão de pesquisa partiu da busca pelo fenômeno violência obstétrica em uma região de saúde do interior de Minas Gerais e para compreendê-la optou-se pela pesquisa narrativa com enfoque na colaboração entre entrevistadora e entrevistada, entendendo que as mulheres que viveram a experiência do parto hospitalar poderiam a partir de suas histórias visibilizar o tema, seus impactos, bem como ter um espaço para expressar suas próprias questões. Por resultados, foi possível compreender que as mulheres que tiveram assistência ao parto hospitalar nesta região narram sobre situações que apontam para direitos negligenciados, mesmo com iniciativas governamentais brasileiras, tal como o Programa Integral a Saúde da Mulher Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento, reforçando a necessidade de uma lei específica sobre violência obstétrica para que ações sejam tomadas quanto à prevenção, conscientização e identificação dessa violência pelas mulheres brasileiras, instituições e profissionais que prestam assistência aos seus partos. Em conclusão, nesta pesquisa realizada durante o período de setembro de 2024 a agosto de 2025 foi possível ratificar a presença da violência obstétrica como fenômeno ainda partícipe do parto.
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