Corantes artificiais e naturais: Uma revisão
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i3.50784Palavras-chave:
Aditivos Alimentares, Corantes, Segurança Alimentar e Nutricional, Saúde da Criança, Indústria de Alimentos.Resumo
Os corantes alimentícios desempenham papel fundamental na atratividade visual dos alimentos, influenciando diretamente a aceitação e a escolha do consumidor. Esses aditivos são classificados em naturais e artificiais, apresentando diferenças quanto à origem, propriedades químicas, estabilidade e impactos à saúde humana. Os corantes artificiais, obtidos por síntese química, destacam-se pelo elevado poder colorante, baixo custo e alta estabilidade frente a variações de pH, luz e temperatura; entretanto, seu consumo tem sido associado a potenciais efeitos adversos, como reações alérgicas, hiperatividade infantil e possíveis danos toxicológicos, especialmente quando ingeridos de forma cumulativa. Esse cenário torna-se ainda mais preocupante no contexto de alimentos destinados ao público infantil, considerando a maior vulnerabilidade fisiológica das crianças às exposições químicas. Em contrapartida, os corantes naturais, extraídos de fontes vegetais e animais, como urucum, antocianinas, betalaínas, carotenóides, cúrcuma e clorofila, apresentam menor potencial toxicológico e, em alguns casos, propriedades funcionais benéficas à saúde, embora ainda enfrentem desafios relacionados à estabilidade, custo e aplicação industrial. O presente trabalho consiste em uma revisão bibliográfica da literatura científica, abrangendo artigos, teses e legislações nacionais e internacionais publicadas entre 2008 e 2024, com o objetivo de analisar os aspectos regulatórios, toxicológicos e industriais dos corantes alimentícios, com ênfase no consumo infantil. Destacam-se, ainda, as atualizações normativas conduzidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), alinhadas às diretrizes do Codex Alimentarius. Conclui-se que a substituição de corantes artificiais por naturais é uma tendência promissora, alinhada à segurança alimentar, à saúde pública e à sustentabilidade.
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