O papel do tecido adiposo visceral na resistência à insulina e na síndrome metabólica
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i3.50793Palavras-chave:
Obesidade, Resistencia a insulina, Síndrome metabólica, Doenças crônicas.Resumo
A obesidade constitui um dos principais desafios de saúde pública contemporâneos, estando fortemente associada ao desenvolvimento de alterações metabólicas, especialmente a resistência à insulina e a síndrome metabólica. Evidências científicas apontam que o acúmulo de tecido adiposo visceral exerce papel central na fisiopatologia dessas condições, atuando como um órgão endócrino metabolicamente ativo. O presente estudo teve como objetivo analisar o papel do tecido adiposo visceral no desenvolvimento da resistência à insulina e da síndrome metabólica, destacando os principais mecanismos fisiopatológicos envolvidos. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de natureza qualitativa, realizada a partir de artigos científicos publicados nos últimos dez anos, nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar, em português, inglês. Os resultados evidenciam que o excesso de adiposidade visceral favorece a liberação aumentada de ácidos graxos livres, o desequilíbrio na secreção de adipocinas, a inflamação crônica de baixo grau e o estresse oxidativo, mecanismos que comprometem a sinalização da insulina e contribuem para a disfunção metabólica. Observou-se ainda forte associação entre obesidade visceral e maior prevalência dos componentes da síndrome metabólica, elevando o risco cardiovascular e o desenvolvimento do diabetes mellitus tipo 2. Conclui-se que o tecido adiposo visceral desempenha papel determinante na gênese da resistência à insulina e da síndrome metabólica, ressaltando a importância de estratégias terapêuticas multidisciplinares voltadas à redução da adiposidade central e à promoção da saúde metabólica.
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