Automedicação no Brasil: Prevalência, riscos e implicações para a saúde pública — uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i4.50890Palavras-chave:
Automedicação, Saúde Pública, Uso Racional de Medicamentos, Assistência Farmacêutica.Resumo
A automedicação, que se refere ao uso de medicamentos sem a supervisão ou recomendação de um profissional de saúde qualificado, é uma prática profundamente enraizada na cultura brasileira. Este estudo tem como objetivo examinar a prevalência da automedicação em nível nacional, identificando os fatores determinantes principais e os riscos para a saúde pública. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), abrangendo artigos publicados entre 2015 e 2025. Os resultados indicam uma prevalência significativa que varia conforme a região e o grupo populacional, destacando especialmente o uso indiscriminado de analgésicos e anti-inflamatórios. Os riscos mais comuns incluem intoxicações, interações adversas entre medicamentos e agravamento da resistência bacteriana. Conclui- se que a automedicação no Brasil é um fenômeno complexo que exige o fortalecimento das políticas voltadas ao uso racional de medicamentos e à valorização da assistência farmacêutica como forma de reduzir danos.
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