Leucodistrofia metacromática: Estudo de caso em paciente infanto-juvenil
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i9.49562Palavras-chave:
Deficiência de Arilsulfatase A, Cerebrosídeo Sulfatase, Neurodegeneração, CID-10 (E75.2).Resumo
A leucodistrofia metacromática (LDM) é uma doença autossômica recessiva rara que afeta a substância branca do sistema nervoso, causada por mutações no gene ARSA, responsável pela produção da enzima arilsulfatase A. Essa condição provoca perda progressiva das funções motoras, cognitivas e sensoriais. O objetivo deste estudo é apresentar uma análise qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, da LDM, fundamentada principalmente em um estudo de caso clínico de uma paciente infanto-juvenil, complementado por revisão bibliográfica. A pesquisa abrange aspectos genéticos, diagnóstico precoce, repercussões clínicas e terapêuticas, além dos principais desafios enfrentados no manejo da doença. Foram selecionados artigos das bases PubMed, Scielo e Google Acadêmico, com foco na evolução clínica e nas terapias disponíveis, além de entrevistas com familiares da paciente e análise de exames laboratoriais e de imagem. Espera-se esclarecer as dificuldades enfrentadas por pacientes e familiares, fornecendo dados relevantes para aprimorar estratégias de diagnóstico e tratamento. A análise do caso, diante do prognóstico grave e irreversível da paciente, evidencia a complexidade clínica e o impacto psicossocial da LDM juvenil, reforçando a necessidade de diagnóstico precoce e acompanhamento multidisciplinar. Apesar dos avanços em terapia gênica e transplante de células-tronco, o manejo permanece limitado, destacando a importância de pesquisas que ampliem as opções terapêuticas e melhorem a qualidade de vida. Este estudo envolve pesquisa com seres humanos, sendo aprovado pelo comitê de ética conforme o Certificado de Apresentação e Apreciação Ética (CAAE): 87542425.0.0000.5539.
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