O impacto dos bioestimuladores teciduais em pacientes com cicatrizes pós-operatórias: Uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i11.50007Palavras-chave:
Cicatriz Estética, Curativos Tradicionais, Bioestimuladores, Cicatrização, Renovação Tecidual.Resumo
Introdução: Os bioestimuladores teciduais, como fios de polidioxanona, ácido poli-L-láctico e hidroxiapatita de cálcio, representam terapias ativas inovadoras para o manejo de cicatrizes cirúrgicas e o reparo tecidual, diferentemente das abordagens passivas, como curativos convencionais, esses compostos atuam biologicamente no microambiente dérmico, promovendo neoformação de colágeno e elastina por meio da ativação e proliferação de fibroblastos, além de estimular processos de angiogênese e remodelação da matriz extracelular. Esse trabalho visou os efeitos do uso de bioestimuladores teciduais no processo de cicatrização de feridas, analisando sua eficácia na regeneração cutânea e seu potencial impacto na qualidade e tempo de reparo tecidual. Metodologia: Este estudo propõe uma revisão da literatura científica, visando ampliar o conhecimento sobre a eficácia dos bioestimuladores e seu papel na otimização do processo cicatricial em pós-operatórios. Resultados e Discussão: Os bioestimuladores teciduais aceleram a cicatrização, estimulando a síntese de colágeno, angiogênese e modulação inflamatória, enquanto os curativos tradicionais atuam passivamente, mantendo o ambiente úmido e protegido. Diferentes bioestimuladores apresentam tempos e intensidades de ação variados, sendo escolhidos conforme o tipo de ferida e objetivo clínico. A combinação de curativos e bioestimuladores potencializa a regeneração, melhora a qualidade do tecido e reduz complicações como cicatrizes hipertróficas. Conclusão: O uso de bioestimuladores teciduais promove cicatrização mais rápida e cicatrizes de melhor qualidade, reduzindo complicações pós-operatórias. Apesar dos benefícios evidenciados, há necessidade de pesquisas adicionais para comparar agentes, otimizar protocolos e combinar estratégias terapêuticas, garantindo tratamentos mais seguros, eficazes e capazes de beneficiar pacientes e a sociedade.
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