Revisão integrativa: Evidências e perspectivas clínicas sobre o uso da Toxina Botulínica tipo A no tratamento do torcicolo muscular congênito
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i12.50304Palavras-chave:
Toxina Botulínica Tipo A, Torcicolo Muscular Congênito, Fisioterapia.Resumo
O torcicolo muscular congênito (TMC) é uma condição caracterizada pela contração sustentada e involuntária do músculo esternocleidomastoideo, resultando em alterações estruturais observadas a partir da inclinação, rotação ou flexão anormal da cabeça, podendo associar-se à assimetria craniana, sendo a plagiocefalia sua forma mais comum e limitações funcionais. O tratamento conservador, baseado em fisioterapia e alongamentos, apresenta bons resultados na maioria dos casos, mas situações refratárias ou de diagnóstico tardio ainda desafiam a prática clínica. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas disponíveis sobre a aplicação da TxB A no contexto do torcicolo muscular congênito. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados eletrônicas: PubMed (NCBI, US National Library of Medicine) e BVS (BIREME, OPAS/OMS) por meio de termos adequadamente registrados no Medical Subject Headings (MeSH) delimitado por publicações entre 2005 a 2025. A questão norteadora aplica foi: quais são as evidências disponíveis sobre o uso da toxina botulínica tipo A (TxB-A) no tratamento do TMC?. Dos 30 estudos identificados, somente 6 atenderam aos critérios de elegibilidade. Os achados apotam que TxB A, especialmente quando associada à fisioterapia, é uma opção segura e com alta efetividade prognostica, principalmente em casos refratários ao tratamento conservador ou início tardio do tratamento. Apesar disso, a literatura ainda carece de ensaios clínicos robustos e protocolos padronizados que consolidem seu uso em larga escala.
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