Miocardiopatia Não Compactada: Avanços no diagnóstico por imagem e implicações prognósticas
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i12.50458Palavras-chave:
Miocardiopatia não compactada, Diagnóstico por imagem, Prognóstico.Resumo
A miocardiopatia não compactada (MNC) é uma cardiomiopatia caracterizada por trabeculações miocárdicas proeminentes e recessos intertrabeculares profundos, associada a elevada heterogeneidade clínica e prognóstica. O objetivo do presente estudo é analisar os avanços nos métodos de diagnóstico por imagem da miocardiopatia não compactada, com ênfase nas contribuições do ecocardiograma e da ressonância magnética cardíaca, bem como discutir suas implicações prognósticas na prática clínica. O diagnóstico dessa condição representa um desafio, especialmente diante da variabilidade dos critérios morfológicos e da sobreposição com padrões fisiológicos de trabeculação ventricular. Nesse contexto, os métodos de imagem cardiovascular assumem papel central na identificação, caracterização e estratificação de risco dos pacientes. O ecocardiograma permanece como ferramenta inicial de avaliação, enquanto a ressonância magnética cardíaca destaca-se pela maior acurácia diagnóstica e pela capacidade de caracterização tecidual, incluindo a detecção de fibrose miocárdica por meio do realce tardio pelo gadolínio. Avanços recentes, como a análise de strain miocárdico, técnicas tridimensionais e aplicações de inteligência artificial, têm contribuído para maior precisão diagnóstica e melhor avaliação prognóstica. A integração de parâmetros estruturais, funcionais e teciduais mostrou-se fundamental para diferenciar formas benignas de apresentações associadas a maior risco de insuficiência cardíaca, arritmias e eventos cardiovasculares adversos, reforçando a importância de uma abordagem multiparamétrica no manejo da miocardiopatia não compactada.
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