Toxoplasmose na gestação: Uma revisão das principais consequências para o desenvolvimento fetal e medidas de prevenção
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i1.50501Palavras-chave:
Toxoplasmose congênita, Saúde fetal, Prevenção.Resumo
Objetivo: Identificar, por meio das evidências científicas, as principais consequências da toxoplasmose congênita, bem como os principais meios de prevenção para essa patologia. Metodologia: O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa de literatura. As bases de dados utilizadas foram BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), Google acadêmico e Scielo (Scientific Electronic Library Online). Aplicando os critérios de seleção, leitura dos títulos e resumos resultaram em 11 artigos para o estudo. Resultados: Em um estudo com uma população de gestantes revelou que 40% dessas mulheres apresentavam sorologia negativa para o T. gondii, entretanto apresentam risco para transmissão transplacentária. Um outro estudo relatou que até um terço dos recém-nascidos com toxoplasmose congênita pode apresentar-se com sorologia negativa para Toxo-IgM ao nascimento. Em uma outra pesquisa, fica claro a incidência de perda auditiva neurossensorial, e uma variação de até 20% de condutiva perda de audição. Conclusão: Os desafios com vistas a melhorar o cenário da toxoplasmose congênita no Brasil são diversos, desde a capacitação e treinamentos, fácil acesso aos testes para assegurar o diagnóstico precoce nas Unidades de Saúde da Família e a garantia do tratamento da grávida e do recém-nascido. Dessa forma, é importante pontuar que sejam reforçadas as medidas de educação em saúde para a prevenção da toxoplasmose, através de palestras, consultas, intervenções educativas e orientações no pré-natal, especialmente na Estratégia de Saúde da Família.
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