A dor como sinal vital no cuidado neonatal: A experiência com a Neonatal Infant Pain Scales (NIPS) em uma maternidade pública de alto risco
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i1.50543Palavras-chave:
Medição da dor, Enfermagem neonatal, Recém-Nascido, Sinais vitais.Resumo
Objetivo do artigo: O presente artigo tem como objetivo relatar a experiência de residentes de enfermagem em neonatologia quanto ao manejo do quinto sinal vital, com ênfase na utilização da Escala Neonatal Infant Pain Scale (NIPS), analisando a importância da avaliação sistemática da dor, as principais barreiras à sua implementação e as estratégias para qualificar essa prática no contexto hospitalar neonatal. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, fundamentado em reflexão crítica e sistematizada das vivências práticas de residentes de enfermagem em uma Unidade Neonatal de uma maternidade pública de alto risco localizada na região Nordeste do Brasil. O período de observação ocorreu entre fevereiro e junho de 2025, utilizando-se observação participante das rotinas assistenciais e análise documental dos prontuários dos recém-nascidos, com foco na frequência, completude e consistência dos registros da escala NIPS. As análises foram discutidas coletivamente em sessões de tutoria. Resultados: Evidenciou-se baixa adesão à aplicação sistemática da NIPS, com uso predominantemente reativo, registros incompletos ou mecânicos e ausência frequente de intervenções não farmacológicas e de reavaliação pós-intervenção. A adesão mostrou-se maior na UTIN, embora ainda com fragilidades. Conclusão: Conclui-se que, apesar do reconhecimento da NIPS, sua efetiva incorporação como quinto sinal vital permanece limitada. Torna-se imprescindível investir em educação permanente, supervisão ativa e institucionalização de protocolos para fortalecer o manejo da dor e promover cuidado neonatal humanizado e seguro.
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