Formação do enfermeiro-educador na gestão do cuidado em oncologia pediátrica: Narrativas de egressos
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i2.50609Palavras-chave:
Enfermagem, Ensino, Capacitação em Serviço, Orientação, Família.Resumo
Em contextos de alta complexidade como a oncologia pediátrica, o papel educativo do enfermeiro é essencial para o cuidado integral. No entanto, sua consolidação como dimensão reconhecida da prática profissional ainda enfrenta desafios formativos e institucionais. Analisar como enfermeiros percebem a influência da graduação no desenvolvimento do papel de educador e de que maneira vivenciam essa prática na gestão do cuidado em um hospital oncológico pediátrico. Estudo exploratório, qualitativo, fundamentado no referencial do Interacionismo Simbólico e na Teoria Fundamentada nos Dados. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com nove enfermeiros egressos da Escola Paulista de Enfermagem (UNIFESP), atuantes no Instituto de Oncologia Pediátrica (IOP/GRAACC). A análise seguiu as etapas de codificação aberta, axial e seletiva. Emergiram seis categorias que evidenciam a construção do papel educativo do enfermeiro desde a graduação até o cotidiano profissional. Os egressos relataram experiências formativas marcadas pela integração ensino-serviço-comunidade, práticas educativas com pacientes, famílias e equipes, e sentimentos de reconhecimento ou insegurança institucional. A educação foi descrita como um eixo estruturante do cuidado, demandando competências pedagógicas, empatia, planejamento e sensibilidade relacional. A identidade do enfermeiro-educador é construída de forma contínua e se expressa na articulação entre ensino e assistência. Os achados reforçam a importância de práticas formativas e políticas institucionais que valorizem a dimensão educativa da Enfermagem e promovam a educação permanente nos serviços de saúde.
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