Atividade antibacteriana in vitro de um enxaguatório bucal com oxigênio ativo (blue®m) e clorexidina a 0,12% frente a Porphyromonas gingivalis ATCC 33277
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i3.50632Palavras-chave:
Porphyromonas gingivalis, Clorexidina, Oxigênio ativo, Enxaguatório bucal, Atividade antibacteriana.Resumo
Objetivo: Comparar in vitro a atividade antibacteriana de um enxaguatório bucal formulado com oxigênio ativo (blue®m) e da clorexidina a 0,12% frente a Porphyromonas gingivalis ATCC 33277, por meio da avaliação do diâmetro do halo de inibição em diferentes intervalos de tempo. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo experimental in vitro com delineamento fatorial 2×3. Utilizou-se a técnica de difusão em ágar Mueller–Hinton suplementado, com incubação em condições de anaerobiose. A atividade antibacteriana foi avaliada nos tempos de 4, 8 e 12 horas. A análise estatística incluiu estatística descritiva e análise de variância (ANOVA) de duas vias, seguida do teste post hoc de Tukey, adotando-se nível de significância de p < 0,05. Resultados: Ambos os enxaguatórios apresentaram atividade antibacteriana frente a Porphyromonas gingivalis em todos os tempos avaliados. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos nas avaliações de 4 e 8 horas. Entretanto, em 12 horas, a clorexidina a 0,12% apresentou maior efeito inibitório em comparação ao enxaguatório com oxigênio ativo (p = 0,033). Conclusão: O enxaguatório bucal com oxigênio ativo apresentou atividade antibacteriana comparável à clorexidina nas primeiras horas de avaliação; contudo, a clorexidina demonstrou maior persistência do efeito antimicrobiano. Esses achados reforçam o potencial do oxigênio ativo como agente coadjuvante no controle inicial de patógenos periodontais anaeróbios.
Referências
Bescos, R., Ashworth, A., Cutler, C., Brookes, Z., Belfield, L., Rodiles, A., & White, D. (2020). Effects of chlorhexidine mouthwash on the oral microbiome. Scientific Reports, 10, 5254. https://doi.org/10.1038/s41598-020-61912-4
Brookes, Z., Teoh, L., Cieplik, F., & Kumar, P. S. (2023). Mouthwash effects on the oral microbiome. International Dental Journal, 73(Suppl. 1), S74–S81. https://doi.org/10.1016/j.identj.2023.02.007
Brookes, Z. L. S., Belfield, L. A., Ashworth, A., Wright, S., Bell, C., Satterthwaite, J. D., & White, D. A. (2021). Effects of chlorhexidine mouthwash on the oral microbiome. Journal of Dentistry, 113, 103768. https://doi.org/10.1016/j.jdent.2021.103768
Bui, F. Q., Almeida-da-Silva, C. L. C., Huynh, B., Trinh, A., Liu, J., Woodward, J., & Ojcius, D. M. (2019). Association between periodontal pathogens and systemic disease. Biomedical Journal, 42(1), 27–35. https://doi.org/10.1016/j.bj.2018.12.001
Custódio, C. P., de Freitas, R. M., Marcantonio Junior, E., & colaboradores. (2024). Oxygen-releasing mouthwash for peri-implant health: A clinical perspective. Revista de Odontologia da UNESP, 53, e20240021. https://doi.org/10.1590/1807-2577.02124
Deliberador, T. M., Weiss, S. G., Rychuv, F., & colaboradores. (2020). Comparative in vitro analysis of blue®m versus chlorhexidine on Porphyromonas gingivalis. Advances in Microbiology, 10, 194–201. https://doi.org/10.4236/aim.2020.103015
Jones, C. G. (1997). Chlorhexidine: Is it still the gold standard? Periodontology 2000, 15, 55–62. https://doi.org/10.1111/j.1600-0757.1997.tb00105.x
Mattei, B. M., Imanishi, S. A. W., Ramos, G. O., & colaboradores. (2021). Mouthwash with active oxygen reduces postoperative inflammation: A case report. Case Reports in Dentistry, 2021, 5535807. https://doi.org/10.1155/2021/5535807
Ngeow, W. C., Tan, C. C., Goh, Y. C., & colaboradores. (2022). Oxygenation and angiogenesis in oral wound healing. Bioengineering, 9(11), 636. https://doi.org/10.3390/bioengineering9110636
Oosterwaal, P. J. M., Mikx, F. H. M., van’t Hof, M. A., & Renggli, H. H. (1991). Comparison of antimicrobial gels on the clinical and microbiological effects in periodontal pockets. Journal of Clinical Periodontology, 18(4), 245–251. https://doi.org/10.1111/j.1600-051X.1991.tb00423.x
Pereira, A. S., et al. (2018). Metodologia da pesquisa científica. UFSM.
Risemberg, R. I. C., Wakin, M., & Shitsuka, R. (2026). A importância da metodologia científica no desenvolvimento de artigos científicos. E-Acadêmica, 7(1), e0171675.
Shaheen, M. Y., Abas, I., Basudan, A. M., & colaboradores. (2024). Local oxygen-based therapy (blue®m) for periodontal and peri-implant diseases. Medicina, 60(3), 447. https://doi.org/10.3390/medicina60030447
Shitsuka, R., et al. (2014). Matemática fundamental para tecnologia. Editora Érica.
Sy, K., Flamme, J., Macquet, H., & colaboradores. (2020). Antimicrobial effect of active oxygen gel on oral pathogens. American Journal of Dentistry, 33(6), 305–309.
Toassi, R. F. C., & Petry, P. C. (2021). Metodologia científica aplicada à área da saúde. Editora da UFRGS.
Vieira, S. (2021). Introdução à bioestatística. Guanabara Koogan.
Zimmer, S., Kolbe, C., Kaiser, G., Krage, T., Ommerborn, M., & Barthel, C. R. (2006). Clinical efficacy of flossing versus antimicrobial rinses. Journal of Periodontology, 77(8), 1380–1385. https://doi.org/10.1902/jop.2006.050362
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Annie de J. Rosales Leyva, Jhonny A. Montoya Alvarez, Lizbeth Rivero Paredes, Milena de la C. Sarmiento Balber; Wiliam A. Ramirez Mesias

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
