Gestão com as Pessoas e Equilíbrio Neuroendócrino: Desenvolvimento do Roteiro Bioquímico Ocupacional (ROBO) para a Saúde Mental Integrada

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33448/rsd-v15i2.50676

Palavras-chave:

Equilíbrio Neuroendócrino, Gestão com as Pessoas, Ritmo Circadiano, Neurotransmissores, Saúde Mental Integrada, Roteiro Bioquímico Ocupacional (ROBO).

Resumo

Este artigo tem como objetivo geral desenvolver o Roteiro Bioquímico Ocupacional (ROBO), um protocolo que traduza o rigor da neurociência para a prática da Gestão com as Pessoas. Observa-se que a saúde mental no ambiente de trabalho enfrenta desafios crescentes devido ao estresse crônico e à disrupção do ritmo circadiano, agravados pela hiperconectividade e demandas laborais intensas. Modelos tradicionais de Gestão com as Pessoas frequentemente negligenciam a base fisiológica da resiliência e do desempenho. Este estudo, por meio de uma revisão integrativa da literatura, propõe integrar conhecimentos neuroendócrinos à Gestão com as Pessoas, focando em mensageiros químicos chave (hormônios como cortisol, melatonina e ocitocina; neurotransmissores como dopamina, serotonina e GABA) que regulam eixos fisiológicos relevantes: estresse/adaptação, recuperação/ritmo circadiano, plasticidade/cognição e socioemocional/vigor. Desenvolveu-se o Roteiro Bioquímico Ocupacional (ROBO), um protocolo diário baseado em evidências científicas consolidadas, que inclui práticas como pausas ativas para liberação de endorfinas e equilíbrio GABA/glutamato, e interações sociais para modulação de ocitocina. O ROBO visa otimizar a resiliência neuroendócrina, promovendo trabalhadores mais saudáveis e produtivos, com benefícios organizacionais. No entanto, como modelo conceitual, requer validação empírica futura por meio de estudos com biomarcadores.

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Publicado

2026-02-20

Edição

Seção

Ciências Humanas e Sociais

Como Citar

Gestão com as Pessoas e Equilíbrio Neuroendócrino: Desenvolvimento do Roteiro Bioquímico Ocupacional (ROBO) para a Saúde Mental Integrada. Research, Society and Development, [S. l.], v. 15, n. 2, p. e6315250676, 2026. DOI: 10.33448/rsd-v15i2.50676. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/50676. Acesso em: 1 mar. 2026.