Fatores de sucesso e falha nos protocolos de desmame ventilatório: O que diz a evidência científica
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i3.50712Palavras-chave:
Ventilação mecânica, Desmame do respirador, Fisioterapia.Resumo
Este estudo teve como objetivo analisar com base nas evidências científicas atuais, os principais fatores associados ao sucesso e à falha dos protocolos de desmame ventilatório em pacientes críticos. Para isso foi feita uma revisão de literatura nas bases PubMed, PEDro, SciELO e Cochrane, utilizando descritores relacionados ao desmame ventilatório. Foram incluídos estudos publicados entre 2018 e 2025, com metodologia robusta e texto completo disponível. Os dados foram organizados e analisados de forma descritiva. Como resultado observou-se critérios clínicos rigorosos e o teste de respiração espontânea como métodos fundamentais para avaliar a prontidão à extubação. Esta depende de estabilidade clínica, adequada troca gasosa, força muscular e capacidade de proteção das vias aéreas. A falha está relacionada ao aumento do tempo de ventilação mecânica, da incidência de pneumonia e da mortalidade. O papel fisioterapêutico mostra-se determinante no processo de extubação. Estratégias pós-extubação, como ventilação não invasiva e oxigenoterapia de alto fluxo, demonstram eficácia na prevenção de reintubações e na melhoria dos desfechos clínicos, sobretudo em pacientes de alto risco. Diante disso, conclui-se que o desmame ventilatório demanda uma avaliação criteriosa, contínua com o fisioterapeuta como um dos principais atores envolvidos e que o seu sucesso depende de múltiplos fatores.
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