Influência do exercício físico no desempenho operacional do policial militar
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i3.50748Palavras-chave:
Desempenho funcional, Condicionamento cardiorrespiratório, Estresse ocupacional, Qualidade de vida, Capacidade operacional.Resumo
A atividade policial é caracterizada por elevadas exigências físicas e psicológicas, onde exposição ao estresse, jornadas extensas e situações imprevisíveis, comprometem a saúde e o desempenho funcional desses profissionais. O objetivo geral foi analisar a relação entre a prática regular de exercícios físicos e o bem-estar dos policiais militares, buscando compreender seus impactos sobre a saúde física e mental, bem como sobre a capacidade de execução eficiente das funções inerentes à atividade policial. O delineamento metodológico adotado foi o de pesquisa bibliográfica, de natureza descritiva, com abordagem qualiquantitativa. Foram selecionados estudos que envolveram policiais como participantes e investigaram relações entre exercício físico, aptidão física, saúde cardiometabólica, estresse ocupacional e desempenho profissional. Os resultados evidenciam prevalência de sedentarismo, sobrepeso, obesidade, hipertensão e síndrome metabólica entre policiais, associadas ao baixo nível de aptidão cardiorrespiratória e às condições ocupacionais adversas. Em contrapartida, a prática regular e supervisionada de exercício físico demonstrou associação consistente com redução de fatores de risco cardiovascular, melhora da composição corporal, diminuição do estresse ocupacional, melhores indicadores de qualidade de vida e maior desempenho profissional. Observou-se tendência de declínio do condicionamento físico ao longo do tempo de carreira, especialmente entre policiais com maior tempo de serviço, reforçando a necessidade de programas institucionais permanentes de promoção da saúde. Conclui-se que o exercício físico constitui estratégia fundamental para a prevenção de doenças cardiometabólicas, para a preservação da saúde mental e para o aprimoramento do desempenho operacional do policial militar, devendo ser compreendido como componente essencial da política de saúde ocupacional nas corporações.
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