Padronização do processo de mobilização social para saneamento rural: Estudo aplicado no município de Divinópolis, estado de Minas Gerais (MG), Brasil
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i4.50846Palavras-chave:
Modelo de gestão, Engenharia de Produção, Esgotamento sanitário.Resumo
É dever do Estado garantir o tratamento adequado de água e esgoto tanto em áreas urbanas quanto rurais; contudo, essa realidade ainda não é plenamente atendida. Enquanto o meio urbano dispõe de soluções coletivas consolidadas, a zona rural enfrenta desafios como grandes distâncias entre residências, baixa densidade populacional e reduzido retorno financeiro para sistemas centralizados, o que exige a adoção de soluções individuais. Estudos indicam que parcela significativa da população brasileira não possui acesso adequado ao saneamento básico, sendo a situação mais crítica nas áreas rurais, evidenciando limitações na gestão das políticas públicas. No município de Divinópolis/MG, a responsabilidade pelo saneamento é da prefeitura, que terceiriza o atendimento urbano à COPASA, permanecendo responsável pela zona rural. Essa configuração resulta em ausência de tratamento de esgoto e limitações na qualidade da água, gerando insatisfação na população. Este trabalho tem como objetivo aplicar princípios da Engenharia de Produção para estruturar soluções voltadas a esse contexto, propondo a atuação do mobilizador social como elo entre comunidade e poder público. A metodologia baseou-se em análise de documentos oficiais, como o Plano Municipal de Saneamento Básico, legislação pertinente, estudos sobre tecnologias individuais e conversas com moradores da comunidade rural do Buritis. Como resultado, foram desenvolvidos um Procedimento Operacional Padrão (POP) e ferramentas auxiliares para padronização da capacitação de mobilizadores, evidenciando que a estruturação de processos e a comunicação clara fortalecem a articulação institucional e viabilizam soluções mais adequadas às necessidades locais.
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