Brasil em crescimento: O mosaico regional de nascimentos e acompanhamento pré-natal em 2024
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i5.51040Palavras-chave:
Saúde Materno-Infantil, Cuidado Pré-Natal, Nascido Vivo, Sistemas de Informação em Saúde, Disparidades nos Níveis de Saúde.Resumo
Objetivo: descrever o perfil sociodemográfico, obstétrico e neonatal dos nascidos vivos no Brasil em 2024, segundo macrorregiões. Métodos: estudo ecológico descritivo com dados secundários do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS). Foram analisadas variáveis sociodemográficas, obstétricas e neonatais, com cálculo de frequências absolutas e relativas. As comparações regionais foram realizadas por meio do teste do qui-quadrado (χ²), adotando-se p<0,05. Resultados: foram analisados 2.384.438 nascimentos. Observou-se maior proporção de mães adolescentes no Norte (22,3%) e Nordeste (19,7%), e maior escolaridade no Sudeste (78,4%) e Sul (74,9%). A cobertura de ≥7 consultas pré-natal foi de 85,5% no Sul e 64,9% no Norte. A taxa de cesarianas foi elevada (60,6%), com maiores proporções no Centro-Oeste (66,6%) e Sul (63,1%). Prematuridade e baixo peso ao nascer foram mais frequentes no Norte e Nordeste. Houve heterogeneidade significativa entre regiões (p<0,001). Conclusão: apesar da ampla cobertura assistencial, persistem desigualdades regionais relevantes na atenção pré-natal e nos desfechos neonatais, indicando a necessidade de fortalecimento de políticas públicas voltadas à equidade e qualidade do cuidado materno-infantil.
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