Extração assistida por ultrassom e caracterização de compostos bioativos do bagaço da manga (Mangifera indica L.) cultivar Rosa
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i1.50535Palavras-chave:
Bagaço de manga, Compostos bioativos, Resíduos agroindustriais, Extração assistida por ultrassom, Atividade antioxidante.Resumo
A geração de resíduos agroindustriais provenientes do processamento de frutas tropicais tem aumentado, configurando um desafio ambiental e econômico. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial de valorização do bagaço da manga cultivar ‘Rosa’ como fonte de compostos bioativos, por meio da aplicação de diferentes métodos de extração e da caracterização físico-química e bioativa do extrato obtido. Processaram-se amostras no Laboratório de Processos Agroindustriais da Embrapa Agroindústria Tropical, onde as mangas foram descascadas, trituradas e filtradas, sendo o bagaço resultante utilizado como matéria-prima. O extrato obtido por ultrassom foi selecionado para as análises por apresentar maior intensidade de coloração. Determinaram-se pH, acidez total titulável e sólidos solúveis totais, além da quantificação de flavonoides amarelos, antocianinas e vitamina C por métodos espectrofotométricos. O extrato apresentou pH ácido (4,36), baixa acidez titulável (0,08 g de ácido cítrico/100 g) e baixos teores de sólidos solúveis (4,2 °Brix), características compatíveis com produtos diluídos derivados da manga. Observou-se a presença de flavonoides amarelos (7,05 mg/100 g) e antocianinas (0,54), indicando a extração de compostos fenólicos com potencial antioxidante. O teor de vitamina C foi reduzido (0,365 mg/100 g), possivelmente em função da diluição e da sensibilidade do ácido ascórbico ao processo de extração. Conclui-se que o bagaço da manga ‘Rosa’ apresenta potencial para ser valorizado como fonte de compostos bioativos, demonstrando viabilidade para o reaproveitamento sustentável de resíduos agroindustriais e agregação de valor a subprodutos da cadeia da manga.
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