A relação do intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) no contexto educacional: Desafios, práticas e mediações inclusivas
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i1.50568Palavras-chave:
Educação inclusiva, Intérprete educacional, Libras, Ensino, Educação bilíngue.Resumo
Este estudo explorou as práticas e desafios da inclusão escolar de alunos surdos em uma escola pública de Minas Gerais. A pesquisa, de abordagem qualitativa e delineada como um estudo de caso, centrou-se no acompanhamento do desempenho e das interações de duas alunas surdas durante um ano letivo. Para a coleta de dados, foram realizadas entrevistas com professores, análises de registros pedagógicos e observações em sala de aula. Os resultados evidenciam o papel fundamental do intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) como mediador linguístico e agente de acessibilidade, que contribui significativamente para o engajamento e o desenvolvimento das competências comunicativas das alunas. Apesar dos avanços legislativos em prol da educação bilíngue, a pesquisa aponta para a persistência de obstáculos, como a falta de materiais didáticos adaptados, a necessidade de formação continuada para os educadores e a efetiva integração da equipe escolar. Conclui-se que o sucesso do processo de inclusão escolar de alunos surdos é multifatorial, dependendo não apenas de políticas públicas e investimento, mas também do reconhecimento institucional e da capacitação de professores e intérpretes, elementos essenciais para o fortalecimento da educação bilíngue e a valorização da identidade da comunidade surda.
Referências
Aranha, M. L. A. (2006). Educação especial: o desafio da inclusão. Editora Moderna.
Brasil. (2002). Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 abr. 2002.
Brasil. (2005). Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 2002, que dispõe sobre a Libras. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 2005.
Brasil. (2009). Ministério da Educação (MEC). Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília. https://portal.mec.gov.br/.
Brasil. (2010). Lei nº 12.319, de 1º de setembro de 2010. Regulamenta a profissão de tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais – Libras. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, 2 set. 2010. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12319.htm.
Brasil. (2015). Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 jul. 2015.
Brasil. (2021). Lei nº 14.191, de 3 de agosto de 2021. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para dispor sobre a educação bilíngue de surdos. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, 4 ago. 2021. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14191.htm.
Brasil. (2023). Lei nº 14.704, de 25 de outubro de 2023. Dispõe sobre o exercício profissional do tradutor e intérprete de Libras. Brasília, DF, 2023. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14704.htm.
Brasil. (2023a). Censo Escolar 2022: principais resultados. Brasília, 2023. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). https://www.gov.br/inep/.
Brasil. (2023b). Panorama dos surdos na educação brasileira. Brasília, DF. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). https://www.gov.br/inep/.
Brasil. (1996). Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, DF, 1996. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm.
Dantas da Silva, E. et al. (2024). Educação e inclusão: a importância do intérprete de Libras nas salas de aula. In: CINTEDI – Congresso Internacional de Educação, 2024. https://editorarealize.com.br/.
Gil, A. C. (2017). Como elaborar um projeto de pesquisa. Editora Atlas.
INES. (2023). Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Revista Espaço. (58), jan./jun. 2023. https://seer.ines.gov.br.
Lima, M. P. (2025). Desafios e perspectivas na formação de tradutores e intérpretes de Libras. Revista Ciências Humanas. 29(147). https://revistaft.com.br/desafios-e-perspectivas-na-formacao-de-tradutores-e-interpretes-de-libras/.
Merriam, S. B. (1998). Case study research in education: a qualitative approach. San Francisco: Jossey-Bass Publishers.
Ochiuto, E. F. A. S. & Constâncio, R. F. J. (2022). A aquisição da Libras como L1 e da língua portuguesa como L2 para surdos: uma visão funcionalista. GPPorLibras – UNIGRAN. https://www5.unioeste.br/.
Oliveira, S. J. & Fonseca, M. P. (2022). Educação especial inclusiva: a importância da Libras na educação básica. Vitória: Faculdade Novo Milênio. https://www.novomilenio.br/.
Pereira, A. S. et al. (2018). Metodologia da pesquisa científica. Santa Maria. Editora da UFSM.
Quadros, R. M. (2006). O tradutor e intérprete de língua de sinais. Brasília: MEC; SEESP.
Triviños, A. N. S. (2010). Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. Editora Atlas.
Yin, R. K. (2015). Estudo de caso: planejamento e métodos. (5ed). Editora Bookman.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Sara Daniela Conceição de Oliveira Souza, Wilton Dourado Teixeira

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
