Janela Amazônia: Considerações introdutórias sobre Televisão e Cinema na Amazônia
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i2.50688Palavras-chave:
Pesquisa, Amazônia, Cinema, Audiovisual, Janela Amazônia, Estudos culturais.Resumo
O objetivo deste artigo é apresentar considerações introdutórias sobre televisão, cinema e audiovisual na Amazônia, a partir da experiência e das reflexões desenvolvidas no âmbito do grupo de pesquisa “Janela Amazônia”, sediado em Belém do Pará. O texto defende o audiovisual como linguagem, prática artística e método de pesquisa capaz de produzir conhecimento situado, articulando criação, reflexão crítica e experiência territorial. Em um cenário marcado pela intensificação do fluxo informacional e pelo avanço das inteligências artificiais, destaca-se a urgência da formação crítica e da divulgação de saberes, sobretudo no campo das artes. A discussão mobiliza os conceitos de transcodificação e dupla ruptura epistemológica, propostos por Boaventura de Sousa Santos, para argumentar que o conhecimento acadêmico precisa retornar ao senso comum, transformando a sociedade e sendo também transformado por ela. Considerando as particularidades da região Norte, o artigo enfatiza o papel estratégico do audiovisual na mediação cultural, na construção da memória e na democratização do acesso aos saberes na região amazônica, marcada por desigualdades históricas, isolamento geográfico e invisibilização simbólica. Além disso, aborda a centralidade da imagem na constituição da memória e das identidades, ressaltando suas funções simbólicas, epistêmicas e estéticas. Por fim, reafirma-se que pensar o audiovisual amazônico implica reconhecer a pluralidade do território, a disputa de imaginários e a potência das práticas coletivas de criação, escrita e troca entre artistas como formas essenciais de pesquisa e produção cultural.
Referências
Aumont, J. (1993). A Imagem. Papirus.
Bourdieu, P. (2002). O Poder Simbólico. Bertrand Brasil.
Canclini, N. G. (2015). Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. EDUSP.
Cashmore, E. (1998). …E a televisão se fez!. Summus.
Castells, M. (1999). A sociedade em rede. Paz e terra.
Couldry, N., & Mejias, U. A. (2024). The costs of connection: How data colonizes human life (updated ed.). Stanford University Press.
Fernandes, J. M. B., Vieira, L. T. & Castelhano, M. V. C. (2023). Revisão narrativa enquanto metodologia científica significativa: reflexões técnico-formativas. REDES – Revista Educacional da Sucesso. 3(1), 1-7. ISSN: 2763-6704.
Hall, S. (2003). Da diáspora: identidades e mediações culturais. UFMG.
Manovich, L., & Arielli, E. (2024). Artificial aesthetics: Generative AI, Art and Visual Media. https://manovich.net/index.php/projects/artificial-aesthetics
Martín-Barbero, J. (2001). Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. UFRJ.
Martín-Barbero, J., Rey, Germán. (2001).Os exercícios do ver: hegemonia audiovisual e ficção televisiva. SENAC.
Morin, E. (2007). Ciência com consciência. Bertrand Brasil.
Morin, E. (2008). A cabeça bem feita. Bertrand Brasil.
Pereira et al. (2018). Metodologia da pesquisa científica. [Free ebook]. UFSM.
Ricoeur, P. (2007). A memória, a história, o esquecimento. UNICAMP
Risemberg, R. I. C. et al. (2026). A importância da metodologia científica no desenvolvimento de artigos científicos. E-Acadêmica, 7(1), e0171675. https://eacademica.org/eacademica/article/view/675
Rossini, M. S. (2006) O gênero documentário no cinema e na tevê. Televisão: entre o mercado e a academia. p. 27-250. Sulina.
Santos, B. S. (1987). Um discurso sobre as ciências. Afrontamento.
Santos, B. S. (1989). Introdução a uma ciência pós-moderna. Graal.
Santos, M. (2006). A Natureza do Espaço: técnica e tempo, razão e emoção. EDUSP.
Silva, H. C. (2006). O que é divulgação científica? Ciência & Ensino. 1(1), 53-59. http://179.108.116.1:3537/ojs/index.php/cienciaeensino/article/view/39/98
Snyder, H. (2019). Literature review as a research methodology: An overview and guidelines. Journal of Business Research. 104, 333-9. https://doi.org/10.1016/j.jbusres.2019.07.039.
Sodré, M. (2014). A ciência do comum. Vozes.
Tavernard, C. M. O. (2019). Quandú: possíveis diálogos entre literatura e o cinema de animação (Dissertação de mestrado, Faculdade de Artes Visuais, Universidade Federal do Pará). Disponível no Repositório Institucional da UFPA. https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/11552
Thompson, J. B. (2009). A mídia e a modernidade. Vozes.
Wolton, D. (1996). Elogio do grande público: uma teoria crítica da televisão. Ática.
Wolton, D. (2004). Pensar a comunicação. EDU-UNB.
Xavier, I. (2008). O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência. Paz e Terra.
Zamboni, L. M. S. (2001). Cientistas, Jornalistas e a Divulgação Científica: Subjetividade e Heterogeneidade no Discurso da Divulgação Científica. Autores Associados.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Suanny Lopes Costa, Cássio Mauro Oliveira Tavernard

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
