Uso de Inteligência Artificial e automedicação com psicofármacos: Evidências de um estudo transversal com estudantes de Medicina
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i5.50992Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Automedicação, Psicofármacos, Educação Médica, Saúde Digital, Ensino.Resumo
A crescente utilização de tecnologias de Inteligência Artificial (IA) na saúde tem ampliado o acesso à informação e influenciado comportamentos relacionados ao autocuidado, incluindo a automedicação. No contexto da saúde mental, esse fenômeno é especialmente relevante devido aos riscos associados ao uso inadequado de psicofármacos. Este estudo teve como objetivo analisar o uso da IA na automedicação entre estudantes de medicina, discutindo implicações para a formação médica e o letramento em saúde digital. Trata-se de pesquisa descritiva, qualitativa, do tipo estudo de caso, com 35 estudantes de uma instituição privada localizada no Estado do Rio de Janeiro. A coleta ocorreu por questionário semiestruturado e a análise seguiu a técnica de Bardin. Os resultados evidenciaram alta utilização de IA e prevalência de automedicação. Conclui-se que a IA atua como fonte informativa, influenciando comportamentos e evidenciando a necessidade de uso crítico na formação médica.
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