Considerações sobre o dimensionamento de pilares com dimensões inferiores a estabelecida pela NBR 6118 (ABNT, 2014)
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v10i5.14575Palavras-chave:
Análise estrutural; Pilares; Desempenho; Concreto armado.Resumo
A procura de métodos que proporcionem economia impulsiona grandemente a busca de alternativas quando se trata de redução de custos. A obsessão por estética e alternativas mais baratas para a construção civil, podem levar a resultados não esperados e perigosos. A redução das dimensões dos pilares pode ser feita de maneira consciente, sempre tendo em mente o atendimento dos padrões normativos aliado à otimização estrutural. O objetivo desse trabalho foi avaliar os esforços decorrentes da diminuição das dimensões mínimas além da estabelecidas pela NBR 6118 (ABNT, 2014) e comparar com as considerações da NBR 15575 (ABNT, 2013) sobre uma possível permissão da redução das dimensões mínimas de pilares. Para isso foram utilizados os softwares MathCAD, Eberick e SAP2000 para implementar os métodos de cálculo e dimensionamento dos pilares. As variáveis avaliadas foram a área de aço de pilares com distintas seções transversais, comprimento de flambagem e o comprimento de ancoragem necessário que uma viga necessitaria para ancorar nos pilares. Como resultados, verificou-se que em relação à área de aço, a diminuição da seção acarretou em aumentos de área de aço. A flambagem não foi aceitável (λ>140) com pilar de seção transversal inferior a 19 cm para situações de pé direito duplo com até 6 m de altura, conforme a NBR 15575 cita. O critério da ancoragem da armadura da viga num pilar com seção menor que 14 cm não foi viável para todas as situações.
Referências
Adamatti, D. S. (2016). Análise da eficiência de espaçadores no concreto armado: Impacto da corrosão por íons cloreto em diferentes condições de exposição. Dissertação de Mestrado. Repositório. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Retrieved from https://lume.ufrgs.br/handle/10183/149394
Araújo, J. M. (2010). Curso de concreto armado. Vol. 1, 3° ed., Rio Grande: Dunas.
Assis Júnior, E. C. de. (2005). Análise numérica da ancoragem em ligações do tipo viga-pilar de extremidade. Dissertação de Mestrado. Repositório. Universidade de São Paulo. DOI: 10.11606/D.18.2005.tde-24042006-220951
Associação Brasileira de Normas Técnicas. (2003). NBR 6118. Projetos de estruturas de concreto - Procedimento. Rio de Janeiro, Brasil.
Associação Brasileira de Normas Técnicas. (2014). NBR 6118. Projetos de estruturas de concreto – Procedimento. Rio de Janeiro, Brasil.
Associação Brasileira de Normas Técnicas. (2013). NBR 15575. Edificações habitacionais - Desempenho. Rio de Janeiro, Brasil.
Borges, A. C. L. (1999). Análise de pilares esbeltos de concreto armado solicitados a flexo-compressão oblíqua. Dissertação de Mestrado. Repositório. Universidade de São Paulo, São Carlos, Brasil. DOI: 10.11606/D.18.2017.tde-06122017-144257
Carvalho, R. C. (2014). Cálculo e detalhamento de estruturas usuais de concreto armado. 4 ed., São Carlos: Edufscar.
Cholfe, L; Bonilha, L. (2018). Concreto protendido na prática. 2 ed., São Paulo: Oficina de Textos.
Faria, F. C. de. (2017). Otimização de Seções Poligonais de Concreto Armado Sujeitas à Flexão Composta. Dissertação de Mestrado. Repositório. Universidade Federal de Ouro Preto. Retrieved from https://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/8164
Fusco, P. B. (2008). Tecnologia do concreto estrutural: tópicos aplicados a componentes, durabilidades, resistência mecânica, corrosão e compressão. São Paulo: Pini.
Helene, P. & Andrade, T. (2017). Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e Engenharia dos Materiais. 3. ed. São Paulo: IBRACON.
Juliani, M. A. & Gomes, W. J. S. (2021). Optimal configuration of RC frames considering ultimate and serviceability limit state constraints. IBRACON Structures and Materials Journal. 2(14), p. 1-16.
Lazarini, P. R. S. (2019). Influência do concreto de alta resistência no dimensionamento de vigas: Deflexão em estados limites de serviço. Dissertação de mestrado. Repositório. Universidade Estadual de Maringá. Retrieved from http://www.pcv.uem.br/dissertacoes-1/copy_of_2-0-1-8
Mehta, P. K. & Monteiro, P. J. M. (1994). Concreto: Microestrutura, Propriedades e Materiais. 1. ed. São Paulo: Pini.
Mehta, P. K. & Monteiro, P. J. M. (2008). Concreto: Microestrutura, Propriedades e Materiais. 3. ed. São Paulo: IBRACON.
Neville, A. M. (2016). Propriedades do concreto. 5. ed., Porto Alegre: Bookman.
Neville, A. M.; Brooks, J. J. (2010). Tecnologia do concreto. 2. ed. Porto Alegre: Bookman.
Pereira Filho, A. P., Ballesteros, D. O., Magalhães, L. N, Ferrareto, J. A., Garcia, D. L., Lima, R. de S. & Barros, B. (2017). Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e Engenharia dos Materiais. 3. ed. São Paulo: IBRACON.
Sadati, S., Arezoumandi, M., Khayat, K. & Volz, J. S. (2016). Shear performance of reinforced concrete beams incorporating recycled concrete aggregate and high-volume fly ash. Journal of Cleaner Production. 115, p. 284-293. https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2015.12.017
Yin R. K. (2015). Estudo de caso: planejamento e métodos. 5. ed. Porto Alegre: Bookman.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2021 Renan Gustavo Pacheco Soares; Gustavo Gutierrez de Oliveira Rodrigues; Erivan Mendes da Paz; Carla Renata Xavier Pacheco; Lyneker Souza de Moura; Kaike Manoel Barros do Nascimento; Priscila Honório Apolônio; Arnaldo Manoel Pereira Carneiro; Romilde Almeida de Oliveira

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.