Teste de condutividade elétrica para avaliação do vigor em sementes de quinoa
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v10i5.14682Palavras-chave:
Chenopodium quinoa Willd; Germinação; Períodos de embebição.Resumo
A quinoa destaca-se por apresentar alto potencial nutricional e capacidade de adaptação a diferentes ambientes. Todavia, a qualidade das sementes é um dos principais fatores a ser considerado na implantação da cultura, desta forma tornam-se importante complementar as informações fornecidas pelo teste de germinação através de testes de vigor. Deste modo, objetivou-se adequar a metodologia do teste de condutividade elétrica para a avaliação da qualidade fisiológica de sementes quinoa. A caracterização inicial dos lotes de sementes foi realizada através do teor de água inicial, massa de mil sementes, testes de germinação e de emergência de plântulas em substrato comercial. Para o teste de condutividade elétrica foram utilizados quatro lotes de sementes (genótipo Q13-31) cultivadas nas safras de 2016/2017 e 2017/2018, empregando-se 25, 50 e 75 sementes, a 20º C, em volumes de água deionizada (25 e 50 mL), por períodos de embebição (1, 2, 3, 4 e 5 h). O delineamento foi o inteiramente casualizado, as médias analisadas pelo teste Scott-Knott. Realizou-se análise de correlação simples entre a condutividade elétrica e os testes de germinação e de emergência de plântulas. O teste de condutividade elétrica conduzido com 50 sementes embebidas em 50 mL de água deionizada, durante 2 h, é eficiente para a avaliação do potencial fisiológico dos lotes de sementes de quinoa, além de apresentar correlações significativas com o teste de emergência.
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