Controle químico de plantas daninhas com diferentes dosagens de herbicida a base de fluroxipir+picloram
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v11i12.34598Palavras-chave:
Defensivos agrícolas; Pastagens; Plantas daninhas; Produtividade.Resumo
A pecuária é uma das principais atividades da economia brasileira e as pastagens assumem papel neste cenário. Entretanto, fatores externos como as plantas daninhas tendem a diminuir a produtividade, a lucratividade e a rentabilidade das propriedades rurais. Objetivou-se comparar a eficiência de controle de três diferentes dosagens de herbicida em uma área infestada predominantemente pelas espécies Mimosa debilis, Malva sylvestri, Kudzu lobata e Spermacoce latifolia com o intuito de saber quais dosagens seriam viáveis ao uso sem comprometer a eficiência do controle. O experimento foi realizado na Universidade Federal do Acre, entre os meses de maio a julho de 2018, em um delineamento inteiramente casualizado com 4 tratamentos e 5 repetições. Os tratamentos foram: T1: 0 ml dosagem/calda, T2 (100 ml/20 L): 25 ml dosagem/calda, T3 (200 ml/20 L): 50 ml dosagem/calda e T4 (300 ml/20 L): 75 ml dosagem/calda. As médias das populações de plantas daninhas foram comparadas pelo teste de Tukey (5%). O T2 controlou 13,2% de população e sua utilização não é viável. Entre os T3 e T4 não houve diferença estatística (p<0,05) obtendo-se 95,4% e 98,2% de eficiência de controle, respectivamente. A utilização da dosagem 200 ml/ 20L é a mais viável de ser utilizada, observando-se a taxa de controle adequada, diminuindo sua incidência e melhorando a produção das pastagens aliado ao fato da menor relação custo-benefício quando comparada com a dose de 300 ml/20 L do T4.
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