Alergias respiratórias e COVID-19: uma investigação da coexistência clínica e sua relação com práticas complementares de prevenção e tratamento
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v11i16.38267Palavras-chave:
Comorbidades; Doenças crônicas; COVID-19; Probióticos.Resumo
Após a OMS declarar a pandemia da COVID-19 em 2020, buscou-se esclarecer a relação dos fatores de risco e protetores para a doença, dentre eles, obesidade, doenças respiratórias, doenças metabólicas e cardiovasculares. Este estudo buscou relacionar comorbidades crônicas com a gravidade dos sintomas causados pela doença pandêmica. Ademais, investigou-se hábitos como o uso de probióticos para amenização de sintomas alérgicos e impacto na sintomatologia da COVID-19. Trata-se de um estudo original epidemiológico do tipo transversal, avaliado por meio de um questionário online com 550 participantes acima de 18 anos e que tenham concordado com o Termo de consentimento livre e esclarecido. Concluiu-se que renda familiar acima de 4 salários-mínimos e morar com amigos relacionaram-se inversamente com a gravidade dos sintomas da COVID-19, enquanto ter uma renda menor que 1 salário-mínimo se relacionou com maiores riscos. Doenças crônicas não transmissíveis como sobrepeso/obesidade, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, hipertensão arterial crônica e anemia estão relacionadas a pior prognóstico da doença. Não se obteve relevância significativa com gravidade dos sintomas e doenças respiratórias crônicas, nem qualquer relação com o uso de probióticos.
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