Afetos positivos e negativos em estudantes de graduação em Enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v10i3.13506Palavras-chave:
Enfermagem; Estudantes de Enfermagem; Educação superior; Emoções.Resumo
Objetivo: compreender os afetos positivos e afetos negativos vivenciados por estudantes de graduação em Enfermagem. Métodos: Trata-se de estudo transversal, epidemiológico, quantitativo, com 59 estudantes de graduação em Enfermagem, matriculados em instituição de ensino superior de cidade no centro-oeste do estado de São Paulo. Os dados foram coletados entre os meses de setembro e outubro de 2018, por meio de questionário semiestruturado, elaborado pelos autores, para caracterização dos participantes quanto as variáveis sociodemográficas e aplicação da Escala de Afetos Positivos e Negativos. Os dados foram analisados com estatística descritiva e análise inferencial ANOVA um fator, tendo como variável dependente a intensidade de experimentação de cada afeto, e como preditores as variáveis sociodemográficas. O nível de significância adotado para as análises deste estudo foi de p <0,05. Resultados: Os participantes apresentaram média geral de 4,3 e moda 3,8 para intensidade de afetos positivos, e média geral de 3,4 e moda 3,2 para intensidade de afetos negativos. Na análise dos afetos positivos, evidenciou-se maior intensidade de afetos positivos em heterossexuais (p=0,012); presença de filhos (p=0,035); e ausência de transtornos mentais (p=0,006). Aos afetos negativos, evidenciou-se maior intensidade de afetos negativos na presença de transtornos mentais (p=0,003). Considerações finais: Os afetos positivos são mais presentes que os afetos negativos em estudantes de graduação em Enfermagem. Essa situação pode estar relacionada aos sentimentos de entusiasmo, realização e expectativa quanto ao futuro e melhoria das condições de vida sonhadas com o ingresso no ensino superior.
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